Antecipar tendências e desafios nunca foi tão essencial para empresas que buscam se manter competitivas. No SXSW 2025, Ariel Bernstein, futurista e líder do relatório Technology Vision, da Accenture, explorou como a estratégia baseada em dados e tecnologia pode ajudar organizações a se prepararem para o futuro do trabalho. O time da Flash está em Austin, com um grupo de executivos de RH, e coletou as principais informações sobre o futuro do trabalho, segundo Bernstein.
Na palestra No One Can Tell The Future: Learn To Do It Better (Ninguém consegue prever o futuro: aprenda como fazer melhor, em português), Bernstein apresentou as metodologias que a Accenture desenvolve há mais de 25 anos para prever impactos tecnológicos e orientar decisões estratégicas. Mas como essas lições podem ser aplicadas ao RH? O que gestores e líderes empresariais no Brasil podem extrair desse conhecimento?
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Neste artigo, exploramos os principais pontos abordados durante a palestra de Bernstein no SXSW e como aplicar a previsibilidade estratégica para transformar incertezas em vantagem competitiva.
A transformação digital e as novas tecnologias estão redefinindo a forma como trabalhamos, contratamos e gerenciamos talentos. As empresas brasileiras já enfrentam desafios como:
Nesse contexto, o RH não pode apenas reagir às mudanças. É preciso desenvolver uma postura ativa de foresight estratégico, o que significa desenvolver a capacidade de interpretar sinais emergentes e transformá-los em ações concretas.
Segundo um estudo da McKinsey, 87% dos executivos já experimentam lacunas de habilidades em suas organizações ou esperam enfrentá-las nos próximos anos.
A experiência da Accenture mostra que, apesar da incerteza, é possível construir cenários futuros estruturados e preparar a organização para mudanças. Vamos entender como isso pode ser aplicado à gestão de pessoas.
Prever o futuro não se trata de adivinhar tendências, mas de analisar padrões e sinais fracos para antecipar mudanças. Esse processo pode ser estruturado em três etapas:
A tecnologia já está impactando o futuro do trabalho. Inteligência artificial, machine learning e automação são realidades que continuam evoluindo. Para o RH, isso significa monitorar como essas inovações afetam o desenvolvimento de talentos, a experiência do colaborador e a cultura organizacional.
A Accenture utiliza metodologias de construção de cenários para explorar diferentes possibilidades da evolução tecnológica. No RH, essa abordagem pode antecipar desafios como escassez de talentos, regulações trabalhistas emergentes e novas expectativas dos profissionais em relação a flexibilidade, benefícios e desenvolvimento.
Previsões não são certezas absolutas, mas hipóteses estratégicas em constante ajuste. Empresas que revisam regularmente seus planos e modelam suas estratégias conforme novos dados e tendências surgem se tornam mais resilientes e preparadas para o futuro.
Um relatório da Deloitte destaca que 73% das organizações estão redesenhando seus processos de trabalho para se adaptar às novas realidades.
Outro tema central da palestra foi como transformar dados atuais em insights de futuro. Para isso, três pilares são essenciais:
Para o RH, isso significa adotar uma abordagem baseada em dados para questões como engajamento, turnover e produtividade.
Por exemplo, se as análises indicam que profissionais de tecnologia valorizam cada vez mais benefícios flexíveis e modelos híbridos, a empresa deve se adiantar e ajustar sua estratégia antes que isso afete a retenção de talentos.
Bernstein também destacou como a inteligência artificial pode transformar a maneira como as empresas planejam o futuro do trabalho. A IA pode ser usada pelo RH para:
Um estudo da Gartner previa que até 2025, mais de 75% das empresas utilizariam alguma forma de IA em seus processos de RH.
Ao adotar uma abordagem estratégica baseada em dados, as empresas podem não apenas se preparar para o futuro do trabalho, mas moldar ativamente esse futuro. Bernstein mostrou, em sua palestra no SXSW 2025, que a combinação entre tecnologia, dados e visão estratégica é o caminho para criar organizações mais resilientes, inovadoras e centradas nas pessoas.