Vivemos um momento decisivo no mundo do trabalho. Com a IA e a automação acelerando processos e otimizando tarefas, o que vai virar o jogo nas empresas não será a tecnologia, mas a capacidade humana de construir confiança, fortalecer conexões e liderar com autenticidade.
Para discutir essa nova realidade, a Flash traz em maio, pela primeira vez ao Brasil, Esther Perel. Uma das psicoterapeutas mais renomadas da atualidade, com vasta experiência como palestrante e consultora organizacional de empresas da Fortune 500, ela participará do Flash Humanidades, um dos principais encontros internacionais para líderes estratégicos que estão transformando a gestão de pessoas no país. Criado pela Flash, visa debater as grandes questões do mundo corporativo.
Com o tema “Além da tecnologia: o poder da emoção nas organizações”, Perel será entrevistada pela jornalista Natuza Nery e mostrará como empresas, lideranças e profissionais de RH podem equilibrar aspectos humanos e tecnológicos.
O evento será realizado no dia 22 de maio no hotel Unique, na capital paulista, e será exclusivo para convidados. Quem tiver interesse em participar pode concorrer gratuitamente a um par de ingressos — RHs que admiram o trabalho da psicoterapeuta terão a chance de participar do evento e ainda levar um colega.
Para isso, basta preencher o formulário do nosso sorteio. O resultado será anunciado no dia 16 de maio e comunicado via e-mail para os ganhadores.
Psicoterapeuta e autora de best-sellers do The New York Times, Perel é reconhecida como uma das vozes mais perspicazes e originais da atualidade sobre relacionamentos modernos. Hoje comanda um consultório de terapia em Nova York e atua como consultora organizacional para empresas da Fortune 500 ao redor do mundo.
Perel já participou de grandes eventos, como SXSW, palestrou no TED, e deu entrevista para a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey. Tem um podcast semanal chamado “Where Should We Begin?” (“Por onde começar?”, em tradução livre), que tem o objetivo de ser um “mapa” para navegar conversas difíceis nos relacionamentos – desde términos, relacionamentos abertos, crises familiares a relações no ambiente de trabalho.
Fluente em nove idiomas, ela diz, em seu site, que se tornou especialista em relacionamentos em uma forma “inesperada”. Nascida na Antuérpia, na Bélgica, formou -se em psicologia educacional e literatura francesa na Universidade de Jerusalém, em Israel.
Depois disso, fez um MBA em arteterapia expressiva na Universidade de Lesley, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Foi a paixão por Nova York (e por seu atual marido) que a fez ficar nos Estados Unidos e abraçar o tema dos relacionamentos, o que acabou a consagrando no país.
Hoje, Esther Perel estuda a natureza da identidade cultural e religiosa, como negociamos tradições e modernidade, individualismo e coletivismo. Já nos primeiros 20 anos de carreira, estava mais interessada em casais e famílias que estavam enfrentando algum tipo de transição cultural.
Segundo seu site, viajou o mundo e presenciou a queda de regimes políticos, o que a instigou a entender como os movimentos externos impactam o dia a dia das famílias daqueles países.
À medida que o tempo passava, começou a trabalhar mais com casais que possuem diferentes culturas, religiões e raças. “Meu principal interesse era como as forças culturais afetam os papéis de gênero e as práticas de criação dos filhos”, afirma.
Perel diz que seu trabalho não depende de tecnologias e, por isso, pretende continuar trabalhando até quando seu “cérebro funcionar”.
Filha de Sala Ferlegier e Icek Perel, sobreviventes de campos de concentração nazistas, afirma que o trauma sempre fez parte de seu histórico familiar e inspirou o seu trabalho como psicoterapeuta.
Depois de quatro anos de sofrimento, os pais decidiram que viveriam muito mais a partir dali, e Perel diz que isso moldou a forma como enxerga o mundo.
A psicoterapeuta tem dois filhos e afirma que se “envolveu no seu próprio experimento cultural”: ser mãe em Nova York. Quando seu filho mais velho chegou aos 8 anos e o mais novo, aos 5, Perel afirma que sentiu ser o momento de assumir um grande projeto. Escreveu um artigo intitulado “Na busca da inteligência erótica”, que viralizou. Ele foi o pontapé para o convite para escrever seu primeiro best-seller, “Sexo no cativeiro”.
“Queria que o livro fizesse as pessoas questionarem a si mesmas, falassem o não dito, e não tivessem medo de desafiar o que é certo sexual e emocionalmente”, disse Perel em seu site.
Escrever um livro foi uma experiência que, em um primeiro momento, Perel não sabia se daria conta. No entanto, afirma que a única coisa que poderia fazer era dar seu máximo e entrar de corpo e alma neste projeto – o que fez com que ele se tornasse um best-seller.
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A emoção é um assunto tão importante que uma delas - a solidão - foi escolhida como tema de abertura do SXSW 2025. Quem foi à Austin pensando que as palestras seriam exclusivamente sobre inteligência artificial e novas tecnologias, foi surpreendido com a quantidade de vezes em que as emoções foram colocadas em jogo. Da solidão à felicidade no trabalho, o recado é claro: a conexão, criatividade e humanidade são a base do futuro do trabalho.
Perel participou do SXSW deste ano, falando sobre como a “perfeição algorítmica” afeta a forma como nos relacionamos e que a qualidade das relações determinam a qualidade da vida das pessoas.
Esther Perel é altamente conhecida nos Estados Unidos. Por lá, a psicoterapeuta já dividiu palcos, podcasts e entrevistas com personalidades como a apresentadora Oprah Winfrey, a futurista Amy Webb, e uma das vozes mais influentes sobre comportamento humano e liderança, Brené Brown.
Suas participações em palestras TED tiveram, somadas, mais de 40 milhões de visualizações. Seu livro "Mating in Captivity: Unlocking Erotic Intelligence" (Sexo no cativeiro: como manter a paixão nos relacionamentos, em português) se tornou um fenômeno global traduzido para mais de 30 idiomas. Seu livro mais recente é o best-seller do The New York Times “The State of Afairs: Rethinking Infidelity” (“Casos e casos: repensando a infidelidade”, em português).
Perel também tem três cursos online, chamados “Brincando com o desejo”, “Trazendo o desejo de volta” e “Transformando conflito em conexão”, e um jogo de tabuleiro, que tem 200 cartas que servem para inspirar conversas, conexões e jogos. Ele é indicado para pessoas com mais de 18 anos.
No Flash Humanidades 2025, ela vai discutir como os relacionamentos e as emoções serão essenciais para moldar o futuro do trabalho.
Em uma noite de trocas de conhecimento, ela provocará o RH brasileiro a repensar suas estratégias não apenas sob a ótica da tecnologia, mas das relações humanas. Máquinas executam, mas são as pessoas que dão significado ao trabalho. Neste cenário, organizações que souberem unir tecnologia e humanidade, sairão na frente.
O Flash Humanidades, agora em sua quarta edição, é um evento anual que visa debater as grandes questões do mundo corporativo de maneira aprofundada e inovadora.
Trazendo uma personalidade internacional de destaque a cada ano, o objetivo é promover discussões relevantes e estimular novas reflexões entre os participantes, proporcionando uma experiência única e transformadora. Já passaram pelo palco das edições anteriores do Flash Humanidades nomes como Raj Sisodia, Ram Charan, Kate Darling e Dave Ulrich.
Neste ano, haverá sorteio de ingressos gratuitos. Para participar, basta realizar o cadastro na página do sorteio.