As lições de diversidade das executivas de RH do Google, da Unilever e da Yara Brasil

Conheça iniciativas de diversidade, igualdade e inclusão do Google, da Unilever e Yara Brasil

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Aprendizados na pandemia de Covid-19 e diversidade real nas empresas. Esses dois temas, tão abrangentes quanto importantes para quem trabalha com gestão de pessoas, nortearam o bate-papo mediado pela jornalista Christiane Pelajo, no Flash Humanidades, com as executivas de três gigantes do mercado: Ana Carolina Azevedo, do Google, Ana Paula Franzoti, da Unilever, e Flávia Porto, da Yara Brasil.

Confira a seguir uma seleção dos melhores momentos desta conversa super inspiradora.

Saúde mental e retenção de talentos

“São muitos aprendizados, mas eu acho que tem esse olhar para a saúde mental. Aquilo que parece que para RH é o normal, que é um olhar humano, acho que ficou muito escancarado para áreas de fora dos recursos humanos. Na pandemia, internamente a gente falava que estava na mesma tempestade, mas em barcos diferentes. Então, do ponto de vista de custos, a empresa deu auxílio para que as pessoas pudessem montar seus escritórios. E, do ponto de vista de apoio emocional, pusemos em prática uma série de licenças: pais poderiam tirar tempo para cuidar dos filhos, e filhos que tinham um pais que precisavam de cuidado também poderiam tirar esse tempo.”

Ana Paula Franzoti, da Unilever

“Sinto que a gente também teve um aprendizado muito grande no que diz respeito à atração e retenção de talentos. Porque hoje em dia o que a gente escuta dos candidatos e dos funcionários é muito mais relacionado à parte humana do que simplesmente: O meu salário, a minha promoção”. É uma preocupação grande com o work-life balance, se o propósito da empresa está falando com o meu propósito.

Ana Carolina Azevedo, do Google

“Na pandemia, principalmente no início, todos nós tínhamos uma única certeza: a de que não sabíamos como resolver os desafios daquele momento. Depois de reconhecer isso, veio a importância de perguntar, de escutar, e de incluir diferentes formas de existir e pensar. Construir soluções tanto do ponto de vista de saúde mental quanto do ponto da vulnerabilidade social, dos desafios educacionais que a pandemia escancarou.”

Flávia Porto, da Yara Brasil.

Diversidade nas empresas

“É uma mudança cultural. Costumo dizer que é como uma lavagem de escadaria: tem que ser de cima para baixo. Não é muito lógico você começar a lavar uma escada de baixo para cima. Na Yara, temos um compromisso inegociável com a diversidade, com a inclusão, com a equidade. E, quando nós temos uma liderança vocal ativa, o engajamento é natural e as pessoas se sentem seguras para serem quem são nesse ambiente. Isso promove não só segurança psicológica, mas produtividade e inovação.”

Flávia Porto, diretora de RH da Yara Brasil

“O Fundo Afrolever olha talentos com uma estratégia muito clara de crescimento e aceleração na organização. E o resultado é muito rápido. Nosso time de mídia, por exemplo, não tinha nenhuma pessoa negra. Hoje representam 56% desse grupo. Também temos um compromisso de comprar mais de negócios fundados por grupos minorizados: racial, LGBT, pessoas com deficiência... Acreditamos que não adianta olharmos só para dentro. Também temos investido muito em cultura. Um exemplo é o espetáculo “Vozes Negras”, patrocinado pela Unilever e que já foi visto por mais de 22 mil pessoas. Como é que a gente faz esse negócio ser, efetivamente, mais inclusivo? Nossa meta é não ter área de diversidade, de inclusão. Isso tem de estar permeando tudo da organização”

Ana Paula Franzoti, diretora de desenvolvimento organizacional e cultura da Unilever

"No Google, um dos desafios que a gente tem, operando fora dos Estados Unidos, é que grande parte da comunicação da empresa, dos treinamentos, acontecem em inglês. E isso acabava restringindo muito, inclusive para trazer mais diversidade para dentro da empresa. Então, no momento que isso foi entendido, foi posta em prática uma série de iniciativas onde a gente pudesse capacitar essas pessoas. E deu muito certo. A gente já está na segunda versão do programa e agora não só para áreas de estágio.”

Ana Carolina Azevedo, diretora de RH do Google para América Latina

Gênero e igualdade

“A antes chamada licença-maternidade ou paternidade na Yara agora se chama licença parental. Sabemos que existem várias formas de exercer o cuidado de outras pessoas, ainda mais em uma pandemia, e com isso nós entendemos que o desafio, o papel do cuidado, ele não tem necessariamente um gênero. Nós desenvolvemos um treinamento de parentalidade justamente para falar sobre esse processo de forma responsável e sensível. É direito dos homens viver a própria parentalidade, e o cuidado também.”

Flávia Porto, da Yara Brasil

“Desde 2018, a Unilever tem no Brasil 54% de mulheres em cargos de liderança. A meta era 2020. No mundo, oscila entre 51% e 52%. Isso envolve rever todos os seus processos, as suas políticas de recrutamento e seleção, as suas políticas de inclusão, as políticas de capacitação e, principalmente, como é que você muda o mindset, a mentalidade da organização.”

Ana Paula Franzoti, da Unilever

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