Pela inovação, a Lyon Engenharia unificou a gestão de RH e tecnologia

Áreas de RH e tecnologia começam a ser lideradas pelo mesmo gestor. O blog da Flash explica como essa tendência pode alavancar a inovação nas empresas.

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De um lado, transformações tecnológicas aceleradas e a chegada galopante da inteligência artificial generativa. Do outro, mudanças na sociedade, aumento dos transtornos mentais e urgência de uma experiência mais personalizada para os colaboradores.

Esses são apenas alguns exemplos que mostram o quanto, nos dias de hoje, os profissionais de recursos humanos precisam equilibrar necessidades que parecem antagônicas: inovar e colocar as pessoas no centro dos negócios.

Como reflexo disso, algumas empresas decidiram que para aproximar as duas agendas era preciso unificar a gestão das áreas de tecnologia e RH. Ou seja, o executivo de recursos humanos também assume como chief technology officer (CTO).

“As empresas foram percebendo que a transformação digital ocorre por meio das pessoas e não apesar das pessoas”, diz Thais Blanco, especialista em transformação organizacional, fundadora da THBlanco Gestão da Transformação e sócia-fundadora da Evolure Consultoria.

 

Por que algumas empresas estão unificando a gestão das áreas de RH e tecnologia

A ideia por trás dessa tendência é estimular a conexão entre as estratégias dos dois departamentos. Em outras palavras: tornar o RH mais tecnológico ao mesmo tempo que a área tech se torna mais humana.

Isso porque, com a gestão compartilhada, é possível acelerar os processos de transformação digital das companhias, diminuir os silos e criar uma cultura organizacional que favoreça a inovação.

“É essencial para o sucesso do líder que ocupa as duas cadeiras a criação de uma cultura organizacional que realmente guie as pessoas em tempos de transformações constantes”, diz Odair Bonin, engenheiro de computação e professor de pós-graduação da escola de negócios online Conquer.

É importante ressaltar que unificar a gestão não significa fundir as duas áreas. O modelo de gestão também é diferente dos fusions teams, estratégia cujo foco são é a criação de times mistos que unem profissionais de RH e tecnologia para projetos determinados.

A ideia da gestão unificada é manter orçamentos, times e operações apartadas, com objetivos próprios. Porém, por meio de uma única liderança, tornar essas áreas mais capazes de criar visões e projetos integrados.

De forma resumida, as principais vantagens da integração da liderança das áreas de RH e tecnologia são:

  • Fortalecer a transformação digital;
  • Estimular a conexão e a colaboração entre as pessoas;
  • Incentivar uma cultura de inovação;
  • Oferecer soluções mais rápidas para problemas cotidianos;
  • Desenvolvimento feito a partir de dados.

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Na Lyon Engenharia, diretoria unificada de RH e tecnologia favorece cultura de inovação

Foi de olho nesses ganhos que, em meados de 2019, a Lyon Engenharia resolveu centralizar a gestão das áreas de decursos humanos e tecnologia em uma única diretoria, batizada de gestão e inovação.

Com sede em Belo Horizonte, a empresa especializada em engenharia consultiva para os setores de mineração, siderurgia e energia percebeu que era preciso dar uma guinada no negócio rumo a mais inovação.

Contudo, ao constatar que uma parcela muito pequena dos seus mais de 2 mil colaboradores entendiam o real significado de inovar, a Lyon decidiu que precisava, antes de tudo, criar uma cultura que favorecesse o surgimento de novas ideias.

“O verdadeiro diferencial para o sucesso de um programa de transformação digital é a criação e a manutenção de uma cultura de inovação em todos os níveis da empresa. As pessoas precisam estar envolvidas, e isso é algo que depende totalmente da área de recursos humanos”, afirma Guilherme Turazzi, head de Gestão e Inovação da Lyon.

A mudança não levou a uma fusão das áreas. Na Lyon, RH e tecnologia ainda possuem gerências individuais. Entretanto, ambos os departamentos agora possuem metas compartilhadas, vinculadas às ações para criação de uma cultura de inovação.

Na prática, com a mudança isso significa que as gerências são responsáveis por projetos como treinamentos, programas de incentivo ao pensamento criativo e compartilhamento de materiais com a liderança para incentivar novas ideias. Além disso, comportamentos inovadores também são levados em consideração na avaliação de desempenho do time.

“Por ser algo que depende muito do perfil do profissional, obtivemos resultados rápidos em algumas áreas e, em outras, ainda estamos trabalhando para que esse pensamento mais inovador seja desenvolvido. Neste ponto, a união da gestão foi fundamental, pois o RH permanece engajado em fazer o processo acontecer”, afirma Turazzi.

Desafios exigem liderança flexível

Por um lado, contar com uma liderança única para RH e tecnologia diminui os silos e acelera a criação de uma cultura de inovação. Mas, por outro, esse modelo também traz desafios estratégicos e operacionais.

“Não basta colocar as pessoas juntas e chamá-las de uma área só. A mudança é complexa e exige um apoio para que a integração ocorra de fato. Se for mal conduzida, os riscos são grandes e superam os ganhos", alerta Thais, da THBlanco e da Evolure Consultoria.

Entre os riscos de um processo como esse estão o aumento da competitividade e problemas de integração entre equipes, além da sobrecarga do gestor.

A escolha desse gestor, inclusive, é a primeira grande decisão durante o processo. Segundo Thais, esse profissional precisa ter características comportamentais e técnicas bem específicas, como:

  • Flexibilidade e desejo de mudança;
  • Disposição para aprender rapidamente sobre outras áreas;
  • Ser especialista em liderar e formar equipes diversas;

Depois de definir quem será o líder que assumirá as duas cadeiras, também é necessário realizar um trabalho de construção conjunta da visão e missão da nova área. Isso porque será preciso identificar os desafios e oportunidades e co-criar um plano de como o novo posicionamento vai funcionar.

“Esse gestor precisa ter em mente que vai liderar áreas com experiências e perfis bem diferentes. O principal desafio é fazer esses profissionais se sentirem e agirem como um único time. Deixar de lado o ‘nós e eles’, potencializar as diferenças e não permitir que elas sejam entraves”, diz Thais.

 

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