"O diferencial das empresas do futuro será criatividade humana", diz Nicolelis em evento da Flash

O neurocientista Miguel Nicolelis aponta a criatividade humana como o diferencial das empresas no futuro em evento da Flash.

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Dois nomes mundialmente conhecidos, um da neurociência, outro dos negócios, trouxeram debates importantes ao Flash Humanidades, realizado de forma presencial e online nesta quarta-feira (10), em São Paulo.

O guru indiano e autor de best-sellers Raj Sisodia falou sobre o fim do sofrimento na cultura corporativa e a necessidade de pôr as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Já o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis discorreu sobre a relação homem-máquina. Em comum, a mensagem clara de que o futuro depende de ação e de colocar o humano no centro das tomadas de decisões.

“Não é todo dia que um neurocientista tem a chance de falar para um público tão focado no ser humano. Então, eu gostaria de começar com a pergunta que me foi postulada quando este convite foi feito: homens versus máquinas, aliados ou inimigos?”

Homem versus tecnologia na visão da neurociência

Segundo o neurocientista, que abriu a rodada de paineis do Flash Humanidades, a resposta tem apenas uma palavra: “Depende.”

“Depende de como a sociedade vai encarar sua relação com a tecnologia, porque ela faz parte da nossa existência desde que a nossa espécie desceu das árvores e iniciou essa jornada de milhões de anos para construir, para o bem ou para o mal, o mundo que nós enfrentamos hoje em dia.”

Está nas mãos da sociedade, portanto, escolher como encarar um futuro no qual a lógica digital penetra em todos os aspectos das nossas vidas.

Para Nicolelis, se estivermos apenas centrados nos sistemas automáticos e digitais, todo mundo vai ser igual. “Quem quer viver em um mundo assim? O diferencial das empresas do futuro está no investimento que farão na criatividade humana. Porque é ela que vai gerar tecnologias disruptivas e que vai modificar o impacto no planeta, se é que vamos estar aqui daqui a alguns séculos.”

Para exemplificar o bom uso da tecnologia, ele relembrou o Andar de Novo, projeto que impressionou o mundo na abertura da Copa de 2014, em São Paulo. Naquele 12 de junho, o pontapé inicial foi dado pelo paraplégico Juliano Alves Pinto, um momento histórico para o qual o professor investiu décadas de pesquisa e experimentos científicos, até chegar ao exoesqueleto que conecta cérebro e máquina.

Quando o projeto Andar de Novo terminou, os sete participantes acabaram classificados, pela primeira vez na história da humanidade, como paraplégicos parciais, pois recuperaram graus de mobilidade e sensibilidade tátil que haviam perdido anos atrás.

“Eu vivo de tecnologia médica há 40 anos. Está na mão de cada um de nós decidir qual será o nosso futuro, dos nossos filhos, dos nossos netos, dos nossos descendentes.”

Capitalismo consciente

A conversa sobre o futuro que buscamos seguiu com a entrada do aguardado Raj Sisodia, cofundador e presidente emérito da organização Capitalismo Consciente e Ph.D. em negócios pela Universidade Columbia. O indiano é autor de 15 livros, incluindo best-sellers como “Empresas que Curam: Despertando a Consciência dos Negócios para Ajudar a Salvar o Mundo”.

Em sua fala ele destacou que o futuro só será viável pelo caminho da cura das pessoas e das empresas. Ele ilustrou a necessidade de mudança corporativa com duas releituras do sistema solar.

No modelo “lucrocêntrico”, que ele considera insustentável e ultrapassado, o Sol é o lucro, seguido pelo enriquecimento de líderes e acionistas.

Já o segundo modelo traz o ideal do sistema que ele co-fundou, o capitalismo consciente. Ali, o Sol representa a vida, o planeta Terra e todos os seres que o habitam. Depois, vêm as necessidades da empresa, dos clientes, produtos e serviços, a comunidade...

“Precisamos repensar tudo quando se trata de negócios. Capitalismo consciente é isso, tem de haver propósito. O propósito maior tem de ser encontrar soluções lucrativas para os problemas das pessoas e do planeta. O lucro é um facilitador.”

O professor de negócios do Babson College, nos EUA, terminou o evento pedindo que a plateia repetisse o juramento da empresa que cura:

  • Primeiro, não prejudique

Vou administrar minha empresa de modo a não prejudicar os outros ou o planeta.

  • Erradique o mal

Nunca permitirei ou pactuarei com abuso e exploração. Defenderei a justiça, a verdade, a beleza, a integridade e a simples bondade.

  • Amor conquista tudo

Vou operar com amor. Medirei o sucesso pela realização, abundância e alegria que eu proporcionar aos outros.

Confira entrevista exclusiva que Raj Sisodia deu para o blog da Flash.

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