Estudo de Viabilidade Econômica (EVE): Como avaliar e garantir o sucesso do seu projeto
O estudo de viabilidade econômica é a mãe da análise de projetos. Descubra como otimizar investimentos, minimizar riscos e impulsionar o crescimento financeiro.

O estudo de viabilidade econômica é uma etapa crucial para qualquer empresário ou gestor financeiro que busca garantir o sucesso de seus projetos.
Se você está pensando em lançar um novo produto, expandir sua empresa ou iniciar um negócio, entender a previsão econômica é fundamental para minimizar riscos.
Neste artigo, vamos explorar como realizar esse estudo de forma estratégica, destacando as etapas, ferramentas e tendências que tornam o processo mais preciso e eficiente.
Nosso objetivo é fornecer uma solução prática para ajudá-lo a tomar decisões fundamentadas e sustentáveis para o seu negócio. Continue a leitura!
O que é estudo de viabilidade econômica?
Um estudo de viabilidade econômica (EVE) é uma análise detalhada que avalia a possibilidade de um projeto ou investimento do ponto de vista econômico e financeiro.
Seu objetivo é determinar se os benefícios esperados superam os custos envolvidos, garantindo que os recursos sejam alocados de maneira eficiente e que o negócio seja sustentável a longo prazo.
Para que serve o EVE?
O EVE é fundamental para a tomada de decisões estratégicas, pois permite:
- Avaliar a viabilidade financeira de projetos, identificando potenciais retornos e riscos associados.
- Analisar a viabilidade econômica, considerando fatores como demanda de mercado, concorrência e tendências econômicas.
- Identificar oportunidades de melhoria e otimização de recursos, aumentando a eficiência operacional.
- Minimizar riscos ao antecipar possíveis desafios e preparar estratégias de mitigação.
Qual a diferença de viabilidade econômica e financeira?
Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, há diferenças sutis entre viabilidade econômica e viabilidade financeira. Vamos a elas:
- Viabilidade econômica: impacto econômico do projeto, considerando aspectos como geração de empregos, contribuição para o PIB, impacto ambiental e social.
- Viabilidade financeira: capacidade do projeto de gerar retornos financeiros suficientes para cobrir os investimentos e custos operacionais, garantindo a rentabilidade esperada.
Quando fazer um estudo de viabilidade econômica?
O EVE deve ser realizado em diversas situações, incluindo:
- Início de novos negócios: para avaliar se a ideia é sustentável e lucrativa.
- Lançamento de novos produtos ou serviços: para entender o potencial de mercado e a aceitação pelo público-alvo.
- Expansão de empresas: como abertura de novas filiais ou entrada em novos mercados.
- Aquisição de concorrentes: para analisar os benefícios e riscos financeiros envolvidos na compra.
- Implementação de projetos internos: como adoção de novas tecnologias ou mudanças operacionais significativas.
Qual profissional pode realizar um estudo de viabilidade econômica no Brasil?
No Brasil, o economista é o profissional legalmente habilitado para realizar estudos de viabilidade econômica.
De acordo com o Decreto nº 31.794, de 17 de novembro de 1952, é atribuição do economista a elaboração de estudos, pesquisas, análises, relatórios e pareceres sobre assuntos econômicos e financeiros.
Além dele, outros profissionais, como engenheiros e gestores, podem participar do processo, especialmente quando o estudo envolve aspectos técnicos ou operacionais específicos. Contudo, a coordenação e a análise econômica devem ser conduzidas por um economista devidamente registrado no Conselho Regional de Economia (CORECON).
Qual é a importância do estudo de viabilidade econômica?
O EVE ajuda empresas a tomarem decisões estratégicas com base em dados concretos, reduzindo riscos e otimizando recursos.
Ele permite avaliar custos, prever receitas, analisar cenários e determinar se um projeto, negócio ou investimento é viável.
Além disso, essa análise facilita a captação de investidores, a obtenção de crédito e o planejamento financeiro da empresa.
Confira, a seguir, a aplicação do estudo de viabilidade econômica em diferentes contextos:
Novos negócios |
Avaliar se um novo empreendimento tem mercado e rentabilidade |
Novos produtos e serviços |
Analisar a demanda, os custos e o potencial de lucro antes do lançamento |
Novas filiais |
Verificar se a localização é viável e se há público suficiente |
Expansão da empresa |
Garantir que o crescimento planejado é sustentável financeiramente |
Compra da concorrência |
Avaliar os riscos e benefícios da aquisição de outra empresa |
Componentes essenciais do estudo de viabilidade econômica
O estudo de viabilidade econômica deve analisar diferentes fatores para garantir uma tomada de decisões segura e eficaz. Confira, abaixo, as principais análises que devem ser feitas.
Análise de mercado: avaliação da demanda, concorrência e tendências
Permite ao gestor entender o cenário no qual o negócio será inserido. Esse estudo avalia o comportamento do público-alvo, identifica concorrentes diretos e indiretos e analisa tendências do mercado.
Com esses dados, a empresa pode prever oportunidades e desafios para minimizar riscos financeiros.
Análise técnica: viabilidade operacional e tecnológica
Verifica se o projeto é viável do ponto de vista técnico, como estrutura, processos e tecnologia. Aqui, são avaliados fatores como capacidade produtiva, mão de obra, logística e infraestrutura.
Um estudo de viabilidade técnica e econômica deve garantir que o negócio possa operar de forma eficiente e sustentável.
Análise financeira
É essencial para determinar se o investimento trará retorno positivo. Na etapa de análise financeira, são aplicados diversos indicadores para medir a viabilidade financeira:
- Projeção de fluxo de caixa: estimativa de entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo.
- Cálculo do Valor Presente Líquido (VPL): mede o valor atual do projeto considerando a rentabilidade esperada.
- Taxa Interna de Retorno (TIR): indica a taxa de retorno do investimento.
- Payback: tempo necessário para recuperar o capital investido.
Análise de riscos: identificação e avaliação de riscos financeiros
Avalia fatores internos e externos que podem impactar o negócio, como variações econômicas, mudanças regulatórias e oscilações no mercado.
Identificar esses riscos permite elaborar estratégias de mitigação, aumentando a segurança da tomada de decisões.
Passo a passo de como fazer um estudo de viabilidade econômica
Para garantir uma tomada de decisões sem erros, é essencial seguir um processo estruturado ao elaborar um estudo de viabilidade econômica. Confira os detalhes abaixo:.
1. Definir o objetivo do estudo
Para começar, estabeleça o propósito do estudo de viabilidade econômica. Isso pode incluir a abertura de um novo negócio, expansão de operações, lançamento de um produto ou qualquer outro investimento estratégico.
2. Coletar dados e informações de mercado
Realize uma pesquisa de mercado para entender o público-alvo, a concorrência e as tendências do setor.
Dados concretos ajudam a prever a aceitação do produto ou serviço e reduzem os riscos financeiros.
3. Levantar custos e investimentos necessários
Identifique todos os custos envolvidos no projeto, como infraestrutura, mão de obra, equipamentos e matéria-prima. Esse levantamento permite calcular com precisão o valor total do investimento inicial e os custos operacionais.
4. Projetar receitas e fluxo de caixa
Com base na análise de mercado, estime o faturamento esperado e projete o fluxo de caixa. Esse cálculo ajuda a visualizar a entrada e saída de dinheiro, permitindo uma análise mais precisa da viabilidade financeira do negócio.
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5. Identificar e mitigar riscos
Mapeie os principais riscos financeiros e operacionais, como variações econômicas, mudanças na legislação e oscilações na demanda.
Afinal, criar estratégias para mitigar esses riscos fortalece a segurança do investimento.
6. Elaborar o relatório final e tomar decisões
Com todas as análises concluídas, estruture um relatório detalhado, incluindo conclusões e recomendações.
A partir desse documento, a empresa pode decidir se deve seguir com o projeto ou buscar ajustes para aumentar sua viabilidade financeira.
Ferramentas para realizar estudos de viabilidade econômica
No processo de elaboração de um estudo de previsões econômicas , o uso de ferramentas e softwares especializados pode acelerar a análise, aumentar a precisão dos resultados e facilitar a visualização de dados. Confira algumas sugestões abaixo:
Softwares de Econometria
Permitem modelar e testar relações entre variáveis econômicas por meio de modelos matemáticos e estatísticos.
- Exemplos: EViews, GAUSS, GNU R, Gretl.
- Vantagens: ferramentas robustas para análise de dados complexos e suporte a diversos métodos estatísticos.
- Indicado para: análises quantitativas e cálculos estatísticos.
Microsoft Excel
Amplamente utilizado devido à flexibilidade e variedade de funcionalidades. Permite a criação de planilhas financeiras personalizadas, simulação de cenários e cálculo de indicadores financeiros.
- Vantagens: familiaridade do usuário, ampla gama de funções financeiras e capacidade de personalização.
- Indicado para: soluções práticas e acessíveis.
Plataformas de Business Intelligence (BI)
Permitem a visualização e análise de dados em tempo real, facilitando a interpretação de grandes volumes de informações financeiras e operacionais. São úteis na criação de dashboards interativos e relatórios personalizados.
- Exemplos: Tableau, Power BI.
- Vantagens: visualização intuitiva de dados, insights em tempo real e integração com diversas fontes de dados.
- Indicado para: integrar dados de diversas fontes e ter insights estratégicos.
Softwares de Planejamento e Gestão Financeira
Oferecem funcionalidades avançadas para planejamento financeiro, orçamento e consolidação de dados, auxiliando na elaboração de planos financeiros e na análise de previsões de projetos.
- Exemplos: SAP Business Planning and Consolidation (BPC), Oracle Hyperion Planning.
- Vantagens: integração com sistemas empresariais existentes, suporte a processos de planejamento colaborativo e conformidade financeira.
- Indicado para: grandes empresas que são resilientes de soluções robustas
Em todos os casos, é fundamental avaliar as funcionalidades oferecidas, a compatibilidade com os sistemas existentes e o suporte técnico disponibilizado pelos fornecedores.
Dessa forma, será possível selecionar a solução que melhor atenda seus objetivos estratégicos e operacionais.
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O futuro do estudo de viabilidade econômica: tendências e inovações na área
O futuro do estudo de viabilidade econômica está sendo moldado por diversas tendências e inovações, impulsionadas, principalmente, pela tecnologia e mudanças no cenário global.
Algumas das principais direções que o EVE está tomando convergem para:
1. Maior integração de tecnologias
A transformação digital está revolucionando o estudo de viabilidade econômica.
A integração de tecnologias como inteligência artificial, big data e análise preditiva permite análises mais precisas e abrangentes, otimizando a tomada de decisões e impulsionando a eficiência dos projetos.
- Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning: IA na gestão financeira está sendo cada vez mais utilizada para automatizar tarefas, analisar grandes volumes de dados e gerar insights mais precisos. Algoritmos de machine learning podem identificar padrões e tendências que seriam difíceis de detectar manualmente, melhorando a precisão das projeções financeiras.
- Big Data e Análise de Dados: a disponibilidade de grandes volumes de dados permite análises mais detalhadas e abrangentes. Ferramentas de análise de dados podem ser usadas para identificar tendências de mercado, avaliar o comportamento do consumidor e prever cenários futuros.
- Softwares de simulação e modelagem: softwares avançados permitem criar modelos complexos que simulam diferentes cenários e avaliam o impacto de variáveis como inflação, taxas de juros e demanda do mercado.
2. Foco em sustentabilidade e ESG
A crescente preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social está moldando o futuro do estudo de viabilidade econômica.
A análise de critérios ESG (Ambiental, Social e Governança) torna-se fundamental para avaliar a viabilidade de projetos, considerando não apenas o retorno financeiro, mas também o impacto ambiental e social.
- Critérios ESG (Ambiental, Social e Governança): a crescente preocupação com a sustentabilidade está levando as empresas a incorporar critérios ESG em seus estudos de viabilidade. Isso significa avaliar o impacto ambiental e social dos projetos, além de sua viabilidade financeira.
- Economia circular: a busca pela redução do desperdício e a reutilização de materiais está ganhando espaço nos estudos de viabilidade. Projetos que adotam práticas de economia circular podem ter vantagens competitivas e atrair investidores preocupados com a sustentabilidade.
3. Maior agilidade e flexibilidade
Em um mundo em constante mudança, a agilidade e a flexibilidade são essenciais para o sucesso dos projetos.
O estudo de viabilidade econômica precisa acompanhar essa dinâmica, incorporando metodologias ágeis e adaptáveis, permitindo ajustes rápidos e eficientes diante de novas informações e cenários.
- Metodologias ágeis: priorizam a flexibilidade e a adaptação a mudanças. Isso permite que as empresas respondam rapidamente a novas oportunidades e desafios.
- Ferramentas de colaboração online: facilitam o trabalho em equipe e permitem que os estudos de viabilidade sejam mais eficientes e colaborativos.
4. Maior ênfase na análise de riscos
A análise de riscos assume um papel cada vez mais central no estudo de viabilidade econômica.
A complexidade dos projetos e a incerteza do ambiente de negócios exigem uma avaliação minuciosa dos riscos envolvidos, identificando potenciais obstáculos e desenvolvendo estratégias para mitigá-los.
- Modelagem de cenários: permite avaliar o impacto de diferentes tendências nos resultados financeiros do projeto, o que ajuda a identificar e mitigar riscos.
- Análise de sensibilidade: avalia como as diferentes variáveis afetam a viabilidade do projeto. Isso ajuda a identificar os fatores críticos de sucesso e a tomar decisões mais informadas.

O meu trabalho é encontrar soluções de conteúdo e desenvolver histórias nos momentos certos. Para isso, uso todos os tipos de linguagem a que tenho acesso: escrita criativa, fotografia, audiovisual, entre outras possibilidades que aparecem ao longo do caminho.