Como planejar e calcular despesas de viagem a trabalho?
Entenda quais são as despesas de viagem a trabalho e como organizar gastos, reembolsos e prestação de contas. Saiba mais!
Informações principais:
- Saiba quais são as principais despesas de viagem a trabalho e quais gastos podem ser reembolsáveis pela empresa.
- Entenda como estimar, organizar e acompanhar os custos de viagens corporativas com mais precisão.
- Veja como políticas de viagem, prestação de contas e tecnologia podem ajudar a reduzir retrabalho e melhorar o controle dos gastos.
As despesas de viagem a trabalho fazem parte da rotina de muitas empresas e exigem atenção constante para evitar desvios de orçamento, retrabalho na prestação de contas e dificuldades no controle dos gastos corporativos.
Passagens, hospedagem, alimentação, transporte por aplicativo, pedágios e outros custos relacionados a deslocamentos profissionais podem representar uma parcela significativa dos gastos operacionais. Por isso, acompanhar esses valores de forma estruturada é fundamental para garantir previsibilidade financeira e mais eficiência na gestão.
Neste artigo, você vai entender o que caracteriza uma despesa de viagem, quais gastos costumam ser reembolsáveis, como estimar custos com mais precisão e quais práticas ajudam a organizar esse processo do início ao fim.
Também disponibilizamos modelos gratuitos e dicas para estruturar uma operação mais eficiente para colaboradores, gestores e equipes financeiras.
Boa leitura!
O que são despesas de viagem?
Despesas de viagem a trabalho são os gastos necessários para que um colaborador realize atividades profissionais fora do seu local habitual de atuação.
Esses custos, cobertos ou reembolsados pela empresa, têm como objetivo viabilizar atividades profissionais fora do local habitual de atuação.
Para o setor financeiro, compreender o que caracteriza esse tipo de gasto é fundamental para garantir o compliance, evitar problemas com a prestação de contas e assegurar o correto reembolso dos colaboradores.
Com o aumento das viagens a negócios, impulsionado por eventos, reuniões presenciais e expansão comercial, cresce também a complexidade da gestão. Nesse contexto, definir claramente o que constitui uma despesa é o ponto de partida essencial para uma boa gestão de viagens corporativas.
Diferença entre gasto pessoal e corporativo
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Critério |
Gasto Pessoal |
Gasto Corporativo |
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Finalidade |
Benefício exclusivo do colaborador |
Execução de atividades profissionais |
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Exemplos |
Passeios turísticos, compras pessoais, upgrades por conta própria |
Transporte, hospedagem, refeições de trabalho |
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Reembolso |
Não elegível |
Elegível, conforme política da empresa |
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Aprovação prévia |
Não se aplica |
Geralmente exigida |
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Nota fiscal |
Não requerida pela empresa |
Obrigatória para prestação de contas |
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Responsabilidade financeira |
Do próprio colaborador |
Da empresa |
É importante ressaltar que gastos considerados pessoais, como bebidas alcoólicas, passeios, compras ou qualquer atividade sem vínculo direto com a viagem a trabalho, não são elegíveis para reembolso, conforme estabelecido nas políticas da empresa.
Leia também: Quais despesas são reembolsáveis e não reembolsáveis
O que se classifica como despesas de viagens a trabalho?
Passagens, hospedagem, alimentação e transporte local estão entre os gastos mais recorrentes em viagens corporativas. Organizar esses custos por categoria facilita o controle financeiro, a prestação de contas e o cumprimento das políticas internas da empresa.
Entre as despesas de viagem mais comuns estão:

Veja, a seguir, os principais tipos de gastos que costumam fazer parte de uma viagem a trabalho.
Transporte e deslocamento
O item mais óbvio, e também o mais variável, as passagens aéreas, rodoviárias ou de trem são as maiores despesas nessa categoria, mas estão longe de ser as únicas. Os traslados entre aeroporto e hotel, corridas de aplicativo, táxi, aluguel de carro e até estacionamento fazem parte do pacote quando o colaborador está em campo.
Para viagens de carro próprio ou da empresa, muitas organizações adotam uma política de reembolso por quilômetro rodado, o que exige registro de trajetos e aprovação prévia para manter o controle.
Hospedagem e alimentação
Acomodação e refeições costumam representar a maior fatia do orçamento em viagens mais longas. Hotel, pousada ou plataformas de hospedagem por temporada se enquadram nessa categoria, assim como todas as refeições realizadas durante o período da viagem: café da manhã, almoço, jantar e eventuais lanches em reuniões ou eventos.
É comum que as empresas estabeleçam limites de gastos por cidade ou por nível hierárquico, o que ajuda a reduzir diferenças significativas entre destinos com custos mais altos, como São Paulo e Rio de Janeiro, e localidades menores. Ter essa política bem definida facilita a prestação de contas e reduz dúvidas e ajustes no retorno da viagem.
Gastos operacionais durante a viagem
Além do básico de transporte e hospedagem, há uma série de despesas operacionais que surgem no dia a dia da viagem corporativa e que precisam ser previstas. Entre elas estão:
- Comunicação: ligações, dados de roaming ou chips internacionais em viagens ao exterior
- Material de apoio: impressões, cópias de documentos ou itens de escritório usados durante o evento
- Taxas e pedágios: cobranças de estrada, bagagem despachada ou acesso a áreas específicas
- Entretenimento corporativo: refeições ou atividades com clientes e parceiros, quando autorizadas pela política da empresa
Mapear esses gastos com antecedência, mesmo os menores, é o que diferencia um planejamento de viagem bem-feito de um que gera retrabalho na área financeira.
Como calcular despesas de uma viagem corporativa?

O planejamento financeiro de uma viagem a trabalho exige precisão, padronização e critérios bem definidos.
Para que um gestor financeiro consiga prever o impacto no orçamento da empresa, ele precisa adotar métodos que equilibrem previsibilidade e flexibilidade. A seguir, veja as formas mais comuns de calcular as despesas de viagem.
Cálculo por diária
Esse método é baseado em valores fixos definidos previamente pela empresa para cada tipo de despesa, como alimentação, hospedagem e transporte.
Trata-se de uma prática comum em organizações que buscam padronização e praticidade no reembolso, além de maior controle orçamentário.
Esse modelo é especialmente útil em viagens corporativas baratas, recorrentes ou de curta duração, onde os custos são previsíveis e pouco variáveis.
Diferença entre o cálculo de uma diária de viagem e uma noite de hospedagem
Apesar de parecerem equivalentes, diária de viagem e diária de hospedagem são coisas distintas no planejamento.
A diária de viagem representa o conjunto de despesas previstas para um dia de trabalho fora da empresa, que pode incluir alimentação, transporte e outros pequenos gastos.
Já a diária de hospedagem se refere ao valor pago por uma noite em hotel, normalmente com café da manhã incluso, e não contempla outros custos.
Exemplo: um colaborador vai ao Rio de Janeiro para um evento de dois dias. Ele passa uma noite na cidade, mas realiza atividades por dois dias inteiros.
A hospedagem cobre apenas a pernoite (1 diária de hotel), mas a empresa deve considerar 2 diárias de viagem para calcular corretamente as demais despesas, como alimentação e transporte.
Para facilitar essa organização, oferecemos uma calculadora de despesas de viagens corporativas 100% gratuita e editável, que ajuda a agilizar o processo de gestão e reembolsos. Baixe agora mesmo e otimize sua rotina!
Cálculo por item de despesa
No modelo por item, cada despesa de viagem é registrada individualmente, com base em recibos, notas fiscais e comprovantes de pagamento.
Esse formato é mais detalhado e garante mais precisão na prestação de contas, especialmente quando há grande variação de valores ou atividades específicas que não se encaixam em médias fixas.
Margem de contingência
Embora não seja uma obrigação legal, essa prática é recomendada em qualquer planejamento de viagem a trabalho.
Ela consiste em reservar uma porcentagem extra sobre as despesas previstas para cobrir imprevistos e evitar estouros no orçamento.
Confira, a seguir, os principais motivos para incluir essa margem de segurança:
- Aumento de preços de última hora, como uma passagem aérea mais cara ou tarifas de hotel mais altas;
- Mudanças de planos, como voos cancelados e necessidade de pernoite extra;
- Necessidades inesperadas, como aquisição de um remédio ou refeição adicional;
- Variações cambiais que impactam diretamente os custos em viagens internacionais.
Veja, abaixo, um exemplo de cálculo que inclui uma margem de 10%:
Despesas previstas: R$ 2.000
Margem de contingência (10%): R$ 200
Orçamento total da viagem: R$ 2.200
Nesse exemplo, os R$ 200 adicionais ficam reservados para cobrir eventuais alterações nos custos previstos. Caso não sejam utilizados, o valor pode ser devolvido ao orçamento da empresa conforme as regras definidas na política de viagens.
A definição de uma margem de contingência ajuda o gestor a planejar o orçamento com mais precisão e lidar com imprevistos sem comprometer os recursos previstos para a viagem.
Pós-viagem: auditoria e reembolso
Encerrada a viagem a trabalho, inicia-se uma etapa essencial do processo: a prestação de contas.
Esse momento garante que todas as despesas de viagem estejam alinhadas às políticas internas da empresa, sejam devidamente documentadas e validadas antes da efetivação do reembolso.
A eficiência dessa etapa impacta diretamente na gestão de despesas, na conformidade fiscal e no controle orçamentário do setor financeiro.
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Processo de apresentação de despesas
Logo após o retorno do colaborador, é necessário reunir todos os recibos, notas fiscais e demais comprovantes de pagamento relacionados à viagem corporativa.
Esse material deve ser anexado a um relatório de despesas de viagem (RDV), detalhando cada despesa por categoria, como alimentação, transporte, hospedagem, entre outros.
As boas práticas recomendam que o reembolso seja solicitado o quanto antes após a viagem. Para facilitar esse processo, o ideal é contar com uma planilha de despesas em Excel ou um software de gestão de viagens corporativas que automatize etapas como preenchimento, categorização e envio dos dados.
A padronização desse processo evita problemas como extravio de documentos, perda de informações e atrasos nos reembolsos.
Auditoria e aprovação de gastos
Com os relatórios submetidos, começa o processo de auditoria. O objetivo é validar se os gastos estão dentro dos limites previstos na política de viagens corporativas da empresa, se foram realizados de forma justificada e se todos os valores possuem comprovação.
A equipe responsável — geralmente do setor financeiro ou da área de gestão de despesas — deve verificar:
- Se todos os itens possuem recibos ou notas fiscais válidas;
- Se as despesas estão de acordo com as atividades profissionais executadas;
- Se houve alguma diferença relevante entre o planejado e o executado.
A adoção de tendências para viagens corporativas — como Travel Techs com recursos de OCR (leitura automática de recibos e notas) — reduz erros, acelera a análise e aumenta a confiabilidade do processo.
Reembolso e conciliação financeira
Após a aprovação, o colaborador deve receber o reembolso das despesas de viagem dentro do prazo definido pela empresa. A previsibilidade neste pagamento é um fator de respeito e confiança no relacionamento entre empresas e seus colaboradores.
É também nesse momento que se realiza a conciliação financeira, comparando os valores reembolsados com o orçamento original da viagem, as estimativas previstas e os registros contábeis da empresa. Esse passo mantém a gestão financeira equilibrada, identifica oportunidades de otimização e gera relatórios para futuras análises de desempenho.
Quando bem estruturado, todo o processo contribui para uma gestão de despesasem viagens corporativas mais estratégicas, com foco em desempenho, economia e compliance.
Para facilitar essa rotina, baixe gratuitamente modelo de relatório para reembolso de despesas com viagens corporativas e adapte conforme a realidade da sua empresa.
Otimização e controle de custos
Otimizar os custos de uma viagem corporativa vai além de cortar despesas: é aplicar inteligência na gestão, antecipar necessidades, negociar com estratégia e usar dados para decisões mais eficazes.
Quanto mais estruturado for o processo, menor será a gestão de riscos em viagens corporativas.
Negociação com fornecedores
A primeira frente de economia está na negociação antecipada com fornecedores.
Em vez de contratar serviços pontualmente, estabeleça acordos recorrentes com redes de hotéis, companhias aéreas e empresas de transporte. Isso permite fixar valores, obter condições especiais de pagamento, upgrade de serviços e até anulação de tarifas.
Outra dica é padronizar fornecedores por região. Se a empresa realiza com frequência viagens corporativas para São Paulo, por exemplo, ter um fornecedor local de transporte ou alimentação pode reduzir os custos com deslocamento e agilizar o atendimento.
Análise de dados e relatórios
Muitas empresas ainda falham ao não transformar os dados de viagens em informações estratégicas.
Use relatórios não apenas para prestação de contas, mas como insumos para entender padrões: quais colaboradores mais viajam, quais são os valores médios por tipo de atividade, onde há maior variação de custo, e como isso afeta o orçamento anual.
Com esses dados em mãos, é possível identificar gargalos, ajustar políticas, reavaliar o tipo de hospedagem escolhida, ou até alterar rotas pouco eficientes.
Também vale a pena criar indicadores de desempenho específicos, como custo por reunião realizada, ou tempo médio de realização das viagens corporativas.
Como a Flash pode ajudar com a otimização de despesas de viagem a trabalho
A tecnologia da Flash pode facilitar o controle das despesas de viagens corporativas ao reunir cartão corporativo, políticas de uso, acompanhamento dos gastos e prestação de contas em uma mesma plataforma. A empresa pode definir limites e regras para diferentes perfis, equipes ou categorias de despesa, mantendo os gastos dentro dos critérios estabelecidos.
Também é possível estabelecer previamente os critérios para despesas com passagens, hotéis e deslocamentos, além de acompanhar as movimentações em tempo real. Assim, a organização ganha visibilidade sobre os gastos e consegue identificar rapidamente aqueles que estejam fora das políticas definidas.
A prestação de contas também pode ser feita pela plataforma, inclusive via WhatsApp, enquanto o OCR (Optical Character Recognition, ou Reconhecimento Óptico de Caracteres) automatiza a captura das informações dos comprovantes e reduz a necessidade de preenchimentos manuais. A Flash ainda oferece fluxos de aprovação configuráveis, com diferentes níveis e regras conforme a operação.
Com esses recursos, a empresa consegue definir critérios antes do gasto, acompanhar as despesas durante a viagem e simplificar a prestação de contas depois, reduzindo etapas manuais e facilitando o acompanhamento pelo financeiro.
Vale um adendo aqui: quando a viagem envolve um veículo da própria frota da empresa — e não apenas passagens, hotéis ou transporte de terceiros —, essa estimativa de consumo pode evoluir para um controle completo com a gestão de combustível da Flash, integrada ao cartão corporativo. Com ela, é possível cadastrar o veículo utilizado, configurar regras de uso e receber alertas automáticos caso o abastecimento fique fora do combustível permitido ou acima da capacidade do tanque, trazendo para a viagem o mesmo nível de compliance financeiro aplicado às demais despesas.
Se você está buscando modernizar e centralizar a gestão de despesas na sua empresa, a Flash é a parceria ideal. A plataforma oferece tecnologia, praticidade e controle em todas as etapas da viagem corporativa — do planejamento ao reembolso.
Jornalista e pós-graduada em Comunicação Institucional pela Belas Artes. Na Flash, atua em pesquisas proprietárias, projetos editoriais e conteúdo para eventos, com foco em estratégia de conteúdo e SEO.

