Conheça a Pineapple, a rede social profissional da Geração Z

Saiba como funciona a Pineapple.io, rede social profissional da Geração Z em que currículos viram stories.

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Já pensou em como seria um LinkedIn voltado exclusivamente para a Geração Z? Não precisa mais imaginar. Essa rede social existe e se chama Pineapple.io.

Lançada em novembro de 2022, a plataforma ajuda a entender um pouco mais sobre a geração que tem transformado o mercado de trabalho.

Como surgiu a Pineapple.io, rede social profissional da Geração Z?

Em 2020, após passar por algumas dificuldades ao tentar se inserir no mercado de trabalho, o cofundador da Pineapple.io, David Diamond, hoje com 22 anos, percebeu que uma plataforma exclusiva para profissionais da Geração Z poderia ser útil não só para ele, mas para milhões de outros jovens no mundo.

O conceito geral da Pineapple (por ora disponível apenas em inglês) é relativamente simples: permitir que os jovens profissionais interajam entre si para trocar experiências e divulgar o seu trabalho.

Ou seja, trata-se muito mais de uma comunidade de profissionais que propriamente uma rede social em que é possível se candidatar a vagas de emprego. Quando foi lançada, a Pineapple.io contava com cerca de 10 mil usuários.

Quase um ano depois, a plataforma ainda não divulgou novos resultados, mas em anúncios a Pineapple.io diz possuir mais de 20 mil usuários da Geração Z ativos.

Para aprender mais: Bare minimum monday: por dentro da tendência que viralizou entre a Geração Z

Por que uma rede social profissional para a Geração Z?

Basta dar uma breve zapeada pela Pineapple para entender seu apelo entre a Geração Z. Para começar, a rede social só é acessada exclusivamente por meio de um aplicativo, atualmente disponível apenas para sistemas IOs. Ou seja, sem versões para desktop.

Além disso, os profissionais transformam seus CVs e portfólios em uma sequência de stories, que podem ter por base uma imagem ou um vídeo – mas nunca apenas texto.

Para Thaís Giuliani, especialista em Geração Z, a rede tem conexão direta com os jovens nascidos entre 1995 e 2010, que tiveram seu comportamento moldado pela onipresença da tecnologia.

“Eles não sabem o que é a vida antes da internet, são extremamente conectados, têm a velocidade como uma característica muito forte. Como são muito rápidos, então, querem as coisas rápido também”, afirma.

Essas características, é claro, afetam a relação desses jovens com as empresas e o mundo do trabalho — algo que as organizações já começam a perceber.

“É uma geração que prega a flexibilidade no trabalho e nos modelos hierárquicos. Eles querem ter a liberdade de escolher o modelo de trabalho que melhor os atende, seja híbrido ou home office. Valorizam horários flexíveis e ambientes compartilhados”, diz Thaís.

Não à toa, com base nas características e gostos da Geração Z, a Pineapple resolveu ir por um caminho em que os usuários podem compartilhar sua trajetória profissional de forma espontânea.

Outro destaque da plataforma foi desenvolver ferramentas que permitissem e incentivassem a conexão e o contato entre todos os profissionais da plataforma, de CEOs a estagiários.

Como funciona a rede social profissional da Geração Z

Confira a seguir as principais ferramentas da plataforma:

1. Sua carreira em um story

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Como comentamos no início do texto, a ideia da Pineapple é deixar para trás currículos ou portfólios de modelos tradicionais. A ideia é que os usuários contem suas trajetórias por meio de stories.

“Um story no Pineapple é o principal componente do seu perfil: pense em Story do Instagram x currículo”, afirma o blog da rede social. “Sim, é realmente tão ilimitado quanto parece! Todas as oportunidades para mostrar quem você é com fotos, vídeos, TikToks e muito mais! Seu rolo de câmera está cheio de projetos, eventos, paixões e até trabalhos: por que não exibi-lo?”, diz a publicação.

2. Construída pelos Zs

Para entender o que a Geração Z queria, a Pineapple foi construída com ajuda de jovens que fazem parte dela.

Entre alguns nomes que ajudaram na sua concepção estão Allan Maman, fundador do Bloom, aplicativo de finanças para a Geração Z, e Saba Mehrzad, criadora do iFeminist, plataforma que destaca mulheres desconhecidas e sub-representadas na história.

Além de dispostos a interagir com os usuários, esses jovens também participam no blog da ferramenta, em que são publicadas entrevistas com jovens da Geração Z que ocupam posições de liderança.

3. Funcionalidades

Duas ferramentas muito destacadas na Pineapple são as comunidades de interesses e as Jams. Entenda mais sobre elas:

  • Comunidades: não há como não se lembrar do extinto Orkut, a mãe de todas as redes sociais. Em ambos os casos, as comunidades servem para ajudar os usuários a encontrar pessoas com interesses em comum.
    No caso da Pineapple, há desde comunidades sobre temas como culinária a entusiastas de programação. Uma vez parte delas, é possível se conectar com qualquer membro que tenha interesses em comum. E daí enviar uma mensagem e trocar experiências profissionais.
  • Jams: estão dentro das comunidades e são como fóruns de discussão, criados para debater um tema determinado. Um diferencial é que eles duram somente 24 horas, permitindo um tipo de interação mais específica e objetiva.
  • Feed e Oportunidades: O Pineapple conta com uma página chamada “Explore”, na qual os membros podem encontrar outras pessoas, Jams ou comunidades. Da mesma forma, há uma página “For You”, que serve como um feed para as conexões. E, por fim, uma de “Oportunidades”, com vagas de trainees e estágios.

Para usuária, plataforma é ótima para networking

A canadense Sarah Osman, que acessa a Pineapple para participar das discussões

Para Sarah Osman, de 18 anos, a Pineapple é ótima para conhecer pessoas: “Eu definitivamente fiz novos amigos e experiências por causa do aplicativo”, disse em entrevista ao Blog da Flash.

De Toronto, no Canadá, ela diz gostar bastante da página de Oportunidades do aplicativo pela facilidade de conseguir uma vaga de estágio ou trainee.

Além disso, sempre que pode, ela participa das Jams: “Se estou no aplicativo, procuro comunidades para participar e ver em quais jams posso contribuir”, disse.

Mais TikTok que LinkedIn e Instagram

Para Carmela Moraes, especialista da Consumoteca, empresa especializada em comportamento do consumidor, a Pineapple está muito mais perto do TikTok do que do Instagram e LinkedIn.

“Ela é um espaço em que a Geração Z está compartilhando experiências e histórias. É diferente de outras redes sociais cujo foco é representar um estilo ou exibir informações muito detalhadas”, diz.

Como ela explica, a lógica da Pineapple é mais próxima da proposta da rede social do grupo ByteDance porque incentiva que os usuários sejam também produtores de conteúdo.

“Ao mesmo tempo em que eu consumo os conteúdos como entretenimento, no TikTok eu também sou criador de conteúdo e compartilho minhas próprias histórias. A Pineapple também oferece essa proposta: contar a minha experiência, independente do que seja”, afirma.

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