Employer Branding: como criar uma estratégia de marca empregadora no Linkedin

Conheça as melhores estratégias de employer branding e a relação com o Linkedin para a construção e reputação da marca no mercado

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A cada 1 minuto, 3 pessoas são contratadas no mundo, segundo levantamento do LinkedIn. Com tantos processos seletivos abertos, nunca se fez tão necessário para as empresas construírem uma estratégia sólida de employer branding (ou, em tradução livre, marca empregadora.

E esse planejamento passa por uma presença estratégica no LinkedIn, local ideal para se apresentar como uma marca empregadora. Hoje, a rede profissional é hoje a principal vitrine digital das companhias, com 433 milhões de membros — dos quais 50 milhões são brasileiros.

“Um dos estudos mais recentes do LinkedIn mostra que a maioria dos talentos brasileiros de áreas competitivas como tecnologia, produto e administração estão presentes na rede, e que 69% avaliariam uma oportunidade de emprego se fossem abordados por lá”, afirma Angélica Madalosso, 1ª vice-presidente da ABEB (Associação Brasileira de Employer Branding).

Para quem ainda tem dúvida do quão interligados estão employer branding e Linkedin, dados da Statistic Brain revelou que dos 122 milhões de profissionais que passaram por um processo de recrutamento e seleção por meio da rede, cerca de 1/4 foram contratados.

Mas antes de criar uma página na rede profissional e começar a postar por lá, saiba que, para obter sucesso no LinkedIn, é preciso ter muito bem definido seu EVP (Employee Value Proposition), ou Proposta de Valor ao Colaborador. Ele é a base para um bom employer branding e o que dará consistência para as postagens e conversas.

Nesta reportagem, mostramos os fundamentos dos conceitos de employer branding e EVP, cases inspiradores e táticas que contribuem para construir uma reputação forte e atrativa na maior rede profissional do mundo.

O que é employer branding

A importância do employer branding para as empresas no Brasil começou a ganhar força há cerca de 4 anos. Por ser relativamente novo por aqui, costuma gerar muitas dúvidas. Employer branding são técnicas que reforçam a imagem da companhia como boa empregadora, contribuindo para a captação e a retenção de talentos.

“É um esforço contínuo para tangibilizar estratégia, identidade, posicionamento, promessa de valor e construção da reputação de uma marca como empregadora, seja para candidatos ou colaboradores. Quando se pensa em employer branding, a palavra-chave é a reputação”, diz Suzie Clavery, cofundadora do Employer Branding Brasil e autora do livro “Isso é Employer Branding?!” (ed. Leader, 2020)

Fotos de kit onboarding recheados de brindes, acesso liberado a bebidas alcóolicas, espaço para pets no escritório são exemplos facilmente confundidos com as técnicas de employer branding. Mas não são.

“Se você perguntar: ‘Você veio trabalhar nesta empresa por causa do escorregador colorido, da piscina de bolinhas ou porque seu pet pode trabalhar com você?’. A resposta em 99,9% dos casos será não. As pessoas vão trabalhar numa empresa por coisas que façam sentido para a carreira delas”, esclarece Suzie.

Natura &Co é um ótimo exemplo de case de employer branding. Com quatro marcas icônicas, Avon, Natura, The Body Shop e Aesop, eles constroem uma marca empregadora forte colocando as pessoas no centro de sua atuação, com uma uma cultura que celebra as relações.

Reputação no LinkedIn

A força da rede profissional para a construção de uma marca empregadora

  • 94% das 500 empresas que mais crescem no mundo para aquisição de novos talentos estão no LinkedIn;
  • 75% dos candidatos a uma vaga pesquisaram a reputação da empresa antes de se candidatarem para um trabalho, de acordo com levantamento que ouvir 10 mil profissionais em 20 países (incluindo Brasil);
  • 49% das pessoas afirmaram seguir empresas nas mídias sociais para ficarem cientes de oportunidades de emprego.

Fonte: LinkedIn

EVP, Employer Branding e LinkedIn

Além de ter uma equipe de recrutamento ativa no LinkedIn, aparecer no feed dos seguidores da marca por meio de um conteúdo de qualidade e por temas levantados pelos funcionários, traz bons resultados para a estratégia da marca empregadora.

Mas, para as publicações fazerem sentido, antes de mais nada é preciso compreender o seu EVP (Employee Value Proposition), ou proposta de valor ao colaborador, que é o conjunto de ofertas, valores e associações que diferenciam a sua empresa de outras, atraem e mantêm os colaboradores.

O EVP engloba tudo o que diz respeito à experiência do funcionário. Ter clareza sobre isso é o ponto de partida para construir uma narrativa consistente.

“Não adianta gerar conteúdo sem ter um projeto editorial definido, conectado com a cultura e com os pilares do seu EVP”, explica Angélica, que também é co-fundadora e CEO da ILoveMyJob, hub de employer branding.

A construção de um EVP é feito a partir de algumas análises, que conseguem mapear qual a vantagem competitiva real da empresa e o que ela oferece de único para quem quer trabalhar nela. Algumas formas de chegar a esta conclusão:

  • Entrevistar colaboradores atuais e ex-funcionários para entender a percepção da empresa/marca;
  • Fazer uma pesquisa com candidatos que rejeitaram sua oferta de emprego para insights e melhorias;
  • Monitorar o que se fala sobre a sua empresa em sites de avaliação de empregador.

Com base no EVP, fica mais fácil fazer uma curadoria de conteúdo e entender o que é um atrativo real na sua empresa.

Tipos de proposta de valor

Os principais atrativos corporativos do EVP transitam nas seguintes áreas:

  • Compensação: satisfação salarial, promoções e aumentos, conquistas e oportunidades;
  • Benefícios: férias, plano de saúde, flexibilidade de horários e de local de trabalho;
  • Carreira: oportunidade de desenvolvimento, estabilidade, treinamentos;
  • Ambiente de trabalho: reconhecimento, autonomia, realização pessoal, equilíbrio entre vida e carreira;
  • Cultura: entendimento dos planos e objetivos organizacionais, suporte e colaboração de times, responsabilidade social e propósito

Como trabalhar o employer branding no LinkedIn

Agora que você já entendeu os conceito e como ele se relaciona com o seu EVP, confira acões de employer branding que vão te ajudar a construir uma presença efetiva no Linkedin:

Humanização do conteúdo

Apostar em uma narrativa mais humanizada é essencial já que, ressaltam os especialistas, pessoas se conectam com pessoas.

Um bom exemplo é a campanha The Power of U, da Unilver, na qual colaboradores de todo o mundo falam como exercem seu propósito trabalhando na empresa.

Storytelling baseado em identidade

A rede social é uma vitrine onde sua empresa é vista por quem trabalha e por quem ainda não trabalha nela. “Divulgue o que é verdadeiro. Não invente promessas de valor ou o que não acontece com regularidade só para chamar atenção”, diz Susie Clavery.

Comece pelo projeto editorial, desenvolvendo editorias conectadas com sua cultura e seu EVP, e mantenha a constância e o volume de postagens.

O LinkedIn aponta que posts com imagens geram o dobro de comentários, e vídeos promovem 1.5x mais compartilhamentos.

Outra dica é compartilhar informações sobre o dia a dia da empresa com foco em missão e valores. Um bom exemplo é a Amazon, que posta desde ações corriqueiras, como o aniversário de um cliente-mirim, até a ajuda humanitária para ucranianos.

Poder dos colaboradores

É fundamental que os funcionários postem e se envolvam com o conteúdo da empresa no LinkedIn. Eles atestam a veracidade do que a empresa posta e trazem uma influência real para novos candidatos.

De olho neste fato, a Riachuelo criou o projeto Riachutubers, que convida os "Rchulovers", como são chamados seus colaboradores, a se tornarem produtores de conteúdo. Assim como fast fashion, outras marcas têm apostado no poder de seus colaboradores como Top Voicers ou influencers. “Para dar certo, é preciso capacitar, empoderar, instrumentalizar e reconhecer esse time de influencers de maneira estruturada e consistente”, acrescenta Angélica Madalosso, da Associação Brasileira de Employer Branding.

Mais conteúdo, menos vagas

O foco exclusivo na publicação de vagas tende a derrubar o engajamento. A dica é aproveitar a rede para mostrar os diferenciais da empresa e sua cultura organizacional, como fazem multinacionais como o Google.

Curiosidades sobre os escritórios pelo mundo e séries com dicas de como se comportar em entrevistas de emprego fazem parte do mix de conteúdos da Big Tech, que é considerada uma das melhores para se trabalhar no mundo. O conteúdo consegue transmitir a valorização dos colaboradores e, anualmente, mais de 2,5 milhões de pessoas se mostram interessadas em fazer parte da companhia.

Relacionamento é a base de tudo

Não basta postar informações sobre a empresa. É preciso conversar com as pessoas. Convide seus colaboradores a comentarem as postagens.

Curta e compartilhe comentários, interaja com notícias e opiniões que possam fortalecer a presença virtual. Uma dica para estimular os funcionários é contar com líderes que assumam uma postura ativa na rede. Nestes casos, o exemplo costuma ter um impacto positivo.

Preparado para colocar o conteúdo em prática? Para conferir outras dicas de gestão de marca empregadora, continue navegando pelo blog da Flash.

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