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Agilidade emocional: por que essa habilidade virou central para empresas e como líderes podem aplicar no dia a dia

Conceito de Susan David, a agilidade emocional pode ajudar líderes e RHs a tomarem decisões mais assertivas e melhorar clima organizacional e engajamento.

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Enquanto empresas aceleram investimentos em tecnologia com o objetivo de turbinar a produtividade, uma variável menos mensurável segue influenciando o desempenho dos negócios: a forma como as pessoas lidam com seus sentimentos. É aqui que a agilidade emocional deixa de ser um conceito periférico e passa a ocupar o centro das discussões sobre o futuro do trabalho.

Desenvolvida e popularizada há 20 anos pela psicóloga e professora da Harvard Medical School Susan David, que estará no Brasil em maio para subir ao palco da 5ª edição do Flash Humanidades, a agilidade emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e se relacionar com as próprias emoções de forma consciente, usando essas informações para guiar decisões e comportamentos.

Não se trata de agir de forma impulsiva, muito menos de controlar ou evitar o que se sente. Tem a ver com presença, consciência e escolha.

Quando conseguimos olhar para as emoções, em vez de fugir delas, ganhamos mais flexibilidade para lidar com o que acontece dentro e fora de nós, explica a psicóloga Aline Swalf, facilitadora e mentora de desenvolvimento humano, cultura organizacional e inteligência emocional, que utiliza o conceito em seus atendimentos. “No contexto corporativo atual, isso se tornou ainda mais importante, já que somos atravessados por mudanças constantes, pressão e cada vez menos previsibilidade”, completa.

Essa definição ajuda a desfazer um dos principais equívocos sobre o tema: a ideia de que maturidade emocional significa neutralidade ou frieza. Na lógica da agilidade emocional, emoções não são um problema a ser eliminado. Elas são dados que ajudam a interpretar o que está acontecendo.

Agilidade emocional ganha cada vez mais relevância

Por que o conceito tem ganhado cada vez mais força? Ambientes de trabalho multigeracionais, pressão constante por resultado e níveis elevados de incerteza expõem o limite em que muitos trabalhadores vivem. Não à toa, em 2025, o Brasil registrou um recorde de afastamentos por saúde mental: foram mais de 540 mil casos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Nesse cenário, a agilidade emocional cria espaço entre o sentir e o agir. “Num contexto de transformação digital e pressão, ela ajuda os profissionais a lidarem melhor com ambiguidades e a manter o desempenho sustentável, minimizando possíveis riscos psicossociais, como burnout”, afirma a psicóloga Liane Becker, da consultoria de desenvolvimento humano Estalo, que aplica o conceito no seu trabalho.

Os diferenciais do conceito desenvolvido por Susan David

O trabalho de Susan David ganhou relevância global justamente ao romper com a lógica tradicional de controle emocional. Em vez de classificar emoções como positivas ou negativas, sua abordagem propõe que elas sejam compreendidas como respostas naturais da experiência humana e, sobretudo, como fontes de informação.

No caso das lideranças, por exemplo, isso significa abandonar a ideia de que para comandar bem é preciso não demonstrar fraqueza. Ao contrário, representa adotar uma postura mais consciente: reconhecer o que se sente sem agir automaticamente a partir disso.

“Ampliar essa percepção permite que as escolhas sejam mais alinhadas aos nossos valores. No ambiente profissional, isso muda bastante a dinâmica, porque o foco deixa de ser a tentativa de parecer inabalável ou forte, e passa a ser a capacidade de se relacionar melhor com o que está acontecendo internamente, mantendo mais coerência nas decisões e nas relações”, explica Swalf.

O impacto direto da agilidade emocional na liderança e nas equipes

A forma como líderes lidam com as próprias emoções tem efeito direto sobre o ambiente de trabalho. Dados da Gallup mostram que até 70% da variação no engajamento das equipes está diretamente ligada ao gestor. Na prática, isso significa que o clima organizacional é, em grande parte, um reflexo do comportamento da liderança.

Quando essa habilidade não está desenvolvida, emoções tendem a aparecer de forma indireta: impulsividade, silêncio, defensividade ou desconexão. Quando há mais consciência, o efeito é o oposto, com equipes tendo conversas mais abertas, menos conflitos improdutivos e decisões mais consistentes.

Há também uma relação direta com saúde mental e engajamento. Ambientes em que emoções podem ser reconhecidas, sem julgamento ou punição, tendem a ser mais seguros psicologicamente e mais sustentáveis no longo prazo.

Dados do relatório global da Fearless Organization, no entanto, apontam que o Brasil tem um longo caminho a percorrer nesse sentido. De acordo com o estudo, numa escala de 0 a 10, a pontuação média de segurança psicológica no país está entre 6,2 e 6,8. O valor está abaixo da média global, que é em torno de 7,1.

Entre as principais barreiras relatadas por equipes brasileiras que participaram do levantamento, estão o medo de enfrentar consequências negativas ao expressar opiniões ou levantar problemas na empresa, a cultura hierárquica e a baixa confiança na comunicação com a liderança.

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Como aplicar agilidade emocional no dia a dia da liderança?

Apesar de ser um conceito frequentemente tratado de forma abstrata, a agilidade emocional se constrói em situações concretas do dia a dia.

Segundo Ale Endruweit, que também é sócia da Estalo, ela aparece na forma como um líder conduz uma conversa difícil, como reage a um erro da equipe, na definição de metas sob pressão e na capacidade de sustentar decisões mesmo diante de desconforto.

Na prática, algumas mudanças de comportamento fazem diferença, de acordo com Swalf:

  1. Criar pausas antes de reagir: Nem toda resposta precisa ser imediata. O intervalo entre o estímulo e a reação é onde decisões mais conscientes acontecem.

  2. Trocar julgamento por curiosidade: “Como você viu essa situação?” é um bom exemplo de pergunta que abre espaço para diálogo e reduz a defensividade.

  3. Separar fato, interpretação e emoção: Essa distinção evita ruídos e ajuda a tornar as conversas mais objetivas.

  4. Normalizar a conversa sobre emoções: Check-ins rápidos em reuniões ou espaços de escuta estruturados ajudam a tirar o tema do campo implícito.

O papel do RH: do discurso à prática

Se a liderança operacionaliza a agilidade emocional no dia a dia, o RH tem o papel de estruturar esse movimento. A psicóloga Cecília Nunes, que também faz parte da Estalo, reforça que o trabalho da área de gestão de pessoas é fundamental para introduzir o conceito na cultura organizacional, formar líderes emocionalmente preparados e criar políticas que incentivem abertura e diálogo.

Ou seja, é necessário sair de iniciativas pontuais de bem-estar e incorporar o tema na lógica da organização, com:

  • programas de desenvolvimento de liderança;
  • rituais de gestão e comunicação;
  • políticas que incentivem abertura e diálogo;
  • métricas relacionadas a clima e segurança psicológica.

Mas há um ponto crítico: o RH não sustenta essa agenda sozinho. A consistência depende, principalmente, da forma como a liderança traduz esse conceito em decisões, prioridades e comportamentos.

Em vez de tratar emoções como algo a ser evitado, empresas precisam reconhecê-las como parte da operação e aprender a lidar com elas de forma mais consciente.

“No fim, agilidade emocional não é sobre eliminar o desconforto. É sobre conseguir atravessá-lo com mais clareza, coerência e responsabilidade. E, com isso, construir organizações mais maduras, sustentáveis e preparadas para lidar com a complexidade do trabalho contemporâneo”, diz Swalf

Flash Humanidades recebe Susan David

Reconhecida como uma das principais pensadoras globais sobre comportamento humano, Susan David será a atração principal da 5ª edição do Flash Humanidades, um dos principais eventos de RH do Brasil, organizado pela Flash, que acontecerá no dia 14 de maio, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

O evento, que reúne lideranças de RH, especialistas e líderes empresariais para discutir temas centrais do mundo do trabalho, já trouxe ao país nomes como Ram Charan, Dave Ulrich, Kate Darling e Esther Perel.

Confira aqui tudo o que rolou nas edições anteriores do evento

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