Metaverso: por que o RH precisa ficar de olho nesta tendência

Entenda em quais aspectos o metaverso pode contribuir para uma melhor gestão de recursos humanos nas empresas.

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Se o metaverso ainda parece distante de muitas pessoas, aos poucos ele se torna uma realidade no mundo corporativo. Nos últimos dois anos, empresas pioneiras investiram em escritórios, salas de reuniões e até processos seletivos com realidade aumentada. Sem falar nas contratações bilionárias de executivos para liderar negócios imersivos.

E mesmo que ainda esteja dando seus primeiros passos rumo à popularização, o metaverso já dá mostras de que chegou para transformar as relações de trabalho. Pelo menos é isso que pensam os executivos ouvidos na última edição do relatório anual Technology Vision, realizado pela Accenture.

Para 71% dos 4.650 diretores C-Level de 23 indústrias globais de 35 países – incluindo o Brasil – o metaverso terá um impacto positivo em suas organizações. Não à toa, o estudo, feito entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, foi batizado de “Meet me in the Metaverse”: algo como “Encontre-me no metaverso”.

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Além disso, especialistas da consultoria Gartner estimam que, até 2026, pelo menos um quarto das pessoas do planeta vão passar pelo menos uma hora por dia nesse novo mundo, fazendo compras, estudando, divertindo-se ou trabalhando online.

O trabalho remoto, aliás, ganha um novo significado com essa nova tecnologia. Saem as tradicionais reuniões por ferramentas de videochamadas e entram as reuniões de trabalho em 3D em plataformas específicas, como o Horizon Works, da Meta, ou o Mesh, da Microsoft. Mas, além de tornar as relações à distância mais realistas, quais os impactos diretos do metaverso na vida corporativa?

Confira, a seguir, como a realidade aumentada vai mexer com as empresas e por que a área de recursos humanos precisa ficar de olho nessa tecnologia.

Afinal, o que é o metaverso?

Embora seja incipiente em muitos aspectos, o metaverso não pode ser ignorado. Uma estimativa do banco Citi calcula que a economia neste universo digital deve movimentar R$ 13 trilhões até 2030.

Originalmente criado pelo autor Neal Stephenson em 1992 para descrever um futuro mundo de realidade virtual em seu livro “Snow Crash”, o termo metaverso ganhou força quando Mark Zuckerberg anunciou, em 2021, que o Facebook passaria a se chamar Meta em função do foco da empresa nessa nova tecnologia.

As plataformas de jogos foram as primeiras a se destacar nesse mundo online que, na verdade, une um conjunto de tecnologias (realidade virtual, realidade aumentada, gamificação, inteligência artificial, moedas digitais, fones habilitados para realidade virtual, sensores, entre outros) para criar novas experiências.

Como funciona o metaverso?

O metaverso consiste em diferentes mundos virtuais, que não são unificados. Não se trata de uma nova rede social mas, sim, de um espaço virtual no qual é possível viver experiências online.

Ao contrário do que alguns pensam, não é um projeto exclusivo do Meta. Na verdade, esse novo mundo tecnológico deve ser construído em conjunto, por uma série de empresas que toparam enfrentar o desafio de, nos próximos dez anos, democratizar o acesso a esse novo horizonte virtual.

“O importante é dizer que o metaverso como se pensa, como se planeja, como se imagina, ele não existe ainda. O que existem são protótipos, versões iniciais do metaverso. Talvez para atingir seu total potencial naquilo que esperamos, vai demorar entre dez e 20 anos”, afirma o cientista cognitivo Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em tecnologias da inteligência e design digital pela PUC-SP, com PhD Fellowship pela Université Paris-Sorbonne.

O que já é possível fazer no metaverso:

  • Jogar games como Roblox, Second Life, Fortnite
  • Comprar roupas e imóveis virtuais
  • Participar de treinamentos e eventos — como os organizados por empresas
  • Interagir com outras pessoas com seus avatares
  • Vender artes 3D e comercializar criptomoedas

Como entrar no metaverso?

Algumas plataformas atuais não exigem mais do que um computador para acessar o metaverso, mas para uma experiência imersiva completa é preciso usar os óculos e um fone de ouvidos adaptados para a realidade virtual – já existem também luvas com tecnologia touch que permite a interação com objetos 3D e experimentar sensações como textura.

Assim como nos sites da internet, cada empresa tem sua própria plataforma no metaverso. Para quem quer explorar o mundo virtual, a dica é começar por opções “abertas ao público”, como Decentraland, Axie Infinity, Horizon, Mesh, Sandbox, Fortnite e Roblox.

“As marcas e empresas estão se movimentando para fazer algum tipo de experimentação e mostrar que estão presentes. Então, elas criam seu espaço no metaverso, mas pouco se converte numa questão financeira porque a grande população está totalmente fora do metaverso”, afirma Diogo.

O custo da experiência imersiva contribui para a pouca popularidade do metaverso.

Os óculos mais básicos para experiências imersivas de realidade virtual custam, no mínimo, R$ 400. Um modelo completo como o Quest, da Meta, que é acompanhado por joysticks para controlar os óculos, sai, em média, por R$ 3.600.

5 passos para entrar no metaverso

  • Tenha uma boa conexão de internet: a experiência acontece no mundo virtual
  • Tenha um hardware: pode ser um computador ou até mesmo um smartphone
  • Escolha uma plataforma: duas das mais usadas são a Descentraland e o The Sandbox
  • Crie seu avatar: personalize da maneira que quiser
  • Explore as possibilidades: você pode jogar ou simplesmente passear pelos universos para entender como funciona

Por que o RH deve ficar de olho nessa tendência

O metaverso promete remodelar o mundo do trabalho de pelo menos quatro maneiras:

1 - Proporcionando novas formas imersivas de colaboração em equipe

2 - Acelerando o aprendizado e a aquisição de habilidades por meio da virtualização e tecnologias gamificadas

3 - Criando uma “economia no metaverso”, com empresas e empregos completamente novos

4 - Transformando as relações de trabalho por meio de avatares e colegas digitais, que interagem de uma maneira completamente diferente da atual

E, justamente por ultrapassar os limites das tecnologias convencionais, deve levar o trabalho para outro nível e contribuir para que as pessoas sejam mais produtivas, engajadas e colaborativas, onde quer que estejam.

Estudo de caso: onboarding no metaverso

De olho nessa tendência, o grupo GR, especializado em serviços de segurança patrimonial, limpeza e portaria, criou um processo de onboarding no metaverso, conduzido pela inteligência artificial Grazi, desenvolvida em 2020.

A ideia nasceu com o objetivo de proporcionar uma relação mais próxima entre os colaboradores e reduzir a distância entre times e equipes já que, no metaverso, as pessoas podem interagir e resolver problemas de maneira mais próxima, ainda que virtual.

“Dessa forma conseguimos acompanhar a jornada remota por meio de gamificação, vinculando ações importantes como integrar pessoas, compartilhar conhecimento, participar de treinamentos e eventos internos, desenvolver o time, engajar nas ações importantes e reconhecer os colegas”, afirma Paulo Afonso Rodrigues Marques, Diretor de Desenvolvimento Humano do Grupo GR.

A experiência deu tão certo que a empresa já planeja desenvolver treinamentos com a tecnologia imersiva.

“O papel do metaverso no RH é transformar o setor e ajudá-lo a criar alternativas para o futuro do trabalho. Ele promete desburocratizar determinadas tarefas do setor e contribuir não só para a mudança no recrutamento e seleção, como também na gestão do RH como um todo. Ou seja, será possível por exemplo ampliar a conexão entre os times, implementar uma cultura de feedback e melhorar a comunicação interna. E a área de recursos humanos deve estar preparada para essas novas mudanças o quanto antes”, afirma o executivo.

Colaboradores abertos a mudanças tecnológicas

Se, por um lado, a maioria das empresas se prepara para conhecer essa nova tecnologia, por outro, os colaboradores já estão abertos a experimentá-las.

A pesquisa Work Trend 2022, da Microsoft, que analisou dados de 31 mil pessoas em 31 países, mostrou que a maioria dos colaboradores se mostram ansiosos para mergulhar no metaverso. Veja as expectativas sobre novas tecnologias:

  • 52% das pessoas estão abertas a usar espaços imersivos digitais no metaverso para reuniões ou atividades de equipe no próximo ano
  • 47% dos profissionais estão abertos a se representar como um avatar em reuniões no próximo ano
  • 51% da Geração Z e 48% dos Millennials preveem fazer parte de seu trabalho no metaverso nos próximos dois anos.
  • 16% dos funcionários afirmam que nunca esperam trabalhar no metaverso
  • 13% dos funcionários dizem não saber o que significa o termo “metaverso”

Desafios para a área de recursos humanos

Apesar dos benefícios que prometem trazer para os modelos remotos de trabalho, o metaverso ainda engatinha em questões regulatórias e diretamente relacionadas com o RH, como riscos potenciais de dependência e comportamentos inaceitáveis, como bullying ou assédio moral no mundo virtual.

Embora tudo isso ainda precise ser levado em consideração, algumas regras podem ser úteis para uma participação bem-sucedida das empresas no metaverso:

  • Priorização da portabilidade das habilidades

É preciso que a qualidade da capacitação seja mantida também no mundo virtual. Uma forma futura de fazer isso é se atentar para a excelência dos provedores de treinamentos;

  • Integração

Os modelos de trabalho devem ser integrados para permitir que os funcionários se movam bem entre o trabalho físico, on-line e virtual 3D;

  • Foco nos relacionamentos

O metaverso deve ser uma ferramenta para o envolvimento e as experiências dos funcionários, não para supervisão e controle. E, de preferência, deve corresponder às experiências que os trabalhadores, especialmente os mais jovens, esperam da tecnologia.

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