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Chief Engagement Officer: conheça o novo cargo que chega ao C-level das empresas

Função ainda rara no mercado brasileiro surge como resposta a desafios de engajamento, liderança e execução da estratégia.

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No cenário corporativo em que a falta de engajamento custa bilhões à economia global, uma nova cadeira começa a ganhar espaço no alto escalão das empresas: o Chief Engagement Officer. Mais do que um “diretor de motivação”, esse executivo chega com a missão de garantir que a estratégia do negócio não se perca em ruídos culturais nem na desconexão das pessoas com o propósito da companhia.

Na prática, o Chief Engagement Officer é o executivo responsável por estruturar políticas de engajamento, acompanhar indicadores como retenção e clima organizacional, apoiar o desenvolvimento das lideranças e garantir que a experiência do colaborador esteja alinhada aos objetivos do negócio.

“Geralmente ele busca resolver queda de performance, alta rotatividade, clima instável e baixa consistência na liderança”, afirma Tania Reis, especialista em liderança, carreira e cultura organizacional.

Ainda raro no mercado brasileiro, o cargo sinaliza uma mudança de maturidade organizacional nas empresas, surgindo principalmente em organizações que atingiram maior complexidade, seja por crescimento acelerado, dispersão geográfica, transformação digital ou mudanças frequentes de modelo de negócio.

“Nessas companhias, o engajamento deixa de ser algo que o RH ou a comunicação interna conseguem sustentar sozinhos”, afirma Roberto Kanter, diretor da Canal Vertical e professor da FGV, da UFRJ e do IBMEC.

A formalização dessa função indica que cultura, vínculo e adesão deixam de ser vistos como efeitos colaterais da estratégia e passam a ser tratados como variáveis que exigem método, governança e liderança dedicada.

“O que antes era tratado como iniciativas pontuais de RH ou discurso motivacional da liderança agora passou a ser fator de produtividade, reputação e performance. Engajamento deixou de ser algo desejável e virou infraestrutura da execução”, reforça a consultora Sheila Sampaio, especialista em liderança, comunicação e engajamento.

Do discurso à prática

O que diferencia o momento atual de ondas anteriores, como a do Chief Happiness Officer, é o caráter mais pragmático da cadeira. Não se trata mais de criar uma função simbólica voltada à campanhas internas, mas de estruturar governança, indicadores e responsabilização em torno do vínculo entre pessoas e estratégia.

Essa mudança acompanha transformações estruturais no mundo do trabalho. Modelos híbridos, equipes distribuídas, escassez de talentos qualificados e pressões crescentes nas lideranças elevaram o custo do desengajamento.

Segundo Kanter, empresas têm percebido que não basta decidir bem no topo. É preciso criar condições culturais e humanas para que as decisões se materializem no cotidiano. “O Chief Engagement Officer surge justamente para reduzir os atritos invisíveis que corroem a execução: ruídos de comunicação, incoerência de liderança, desgaste cultural, perda de identidade durante o crescimento.”

O que os dados do Engaja revelam sobre engajamento

Se o engajamento passou a ser tratado como tema de governança, isso tem relação direta com o estado atual das lideranças. A pesquisa Engaja S/A, estudo nacional conduzido pela Flash em parceria com a FGV EAESP, identificou sinais consistentes de desgaste na liderança brasileira. O levantamento aponta queda nos indicadores ligados à confiança na gestão, clareza de direção e qualidade da experiência com gestores diretos.

Na edição mais recente do estudo, apenas 39% dos profissionais se declararam engajados, o menor nível da série histórica. Ao mesmo tempo, 61% estão desengajados ou ativamente desengajados, grupo que tende a apresentar menor adesão às estratégias, menor disposição para mudanças e maior propensão a deixar a empresa.

O levantamento estima ainda que o desengajamento gere um impacto econômico de aproximadamente R$ 77 bilhões por ano para as empresas brasileiras, considerando perdas de produtividade, aumento de rotatividade e custos associados à substituição de talentos.

Esse cenário ajuda a deslocar o engajamento do campo da percepção subjetiva para o centro das discussões de alta gestão.

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Quando a liderança perde força e capacidade de mobilização, a execução da estratégia entra em risco. É nesse contexto que cargos como o de Chief Engagement Officer começam a surgir como tentativa de reconstruir a conexão.

“Quando uma empresa cria essa função, o rótulo é engajamento, mas o problema real quase sempre é a falta de coerência cultural. As organizações dizem que as pessoas são prioridade, mas as decisões do dia a dia não sustentam esse discurso. Não existe engajamento que sobreviva a essa contradição’’, ressalta Sheila.

Que problema as empresas tentam resolver

Na prática, a criação desta cadeira costuma ser resposta a sintomas bastante concretos, como aumento de turnover, clima instável, queda de performance, conflitos entre áreas, dificuldade de sustentar mudanças estratégicas e desgaste da marca empregadora.

“No fundo, é uma tentativa de sustentar produtividade com saúde, reduzir perdas invisíveis e criar um ambiente que proteja pessoas e resultado — inclusive frente aos riscos psicossociais”, ressalta Tania

Apesar da visibilidade crescente do cargo, os especialistas ouvidos não acreditam que o futuro do engajamento esteja necessariamente na criação de uma nova cadeira no organograma.

Em organizações maiores e mais complexas, o cargo tende a se consolidar, mas em empresas menores, a tendência é que a pauta seja absorvida por lideranças tradicionais, mas com maior cobrança, métricas claras e impacto real na avaliação dos executivos.

“Em ambos os casos, o engajamento deixa de ser um tema periférico e passa a ser critério central de qualidade da gestão e de sustentabilidade do negócio”, salienta Kanter.

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