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Opinião: Janeiro Branco e a urgência de cuidar da saúde mental dos profissionais de RH

Isadora Gabriel, CHRO da Flash, analisa por que a saúde mental no RH é estratégica para engajamento.

Flash

No último ano, falamos como nunca sobre adoecimento no trabalho e questões relacionadas à saúde mental. A solidão, por exemplo, foi o tema de abertura do SXSW, maior festival de inovação do mundo, evento que participei em março de 2025, e já deu a tônica de que, ao longo do ano, o bem-estar emocional seria pauta em diversos outros fóruns e encontros de RH. 

Também foi o ano em que o Ministério da Previdência Social divulgou dados alarmantes, que mostram um crescimento expressivo de afastamentos por ansiedade, depressão e burnout. Para 2026, o governo federal determinou a implementação das novas regras da NR-1, que começam a valer em maio deste ano. Nesse contexto, o Janeiro Branco ganha ainda mais relevância, ao nos lembrar que saúde mental não pode ser uma questão paralela ao trabalho, mas parte fundamental dele.

Os desafios atravessam colaboradores, lideranças, áreas operacionais e funções corporativas. Mas quero chamar atenção aqui para uma camada menos exposta  e cada vez mais impossível de ignorar: quem está olhando para a saúde mental da área de Gente?

Essa foi uma das perguntas que inspirou a Flash a criar o Panorama da Saúde Emocional do RH, estudo pioneiro que pelo terceiro ano traçou um cenário da saúde mental dos profissionais da área. Os resultados revelam um desconforto silencioso. O RH está exausto e doente: 8 em cada 10 profissionais da área relatam questões relacionadas à saúde mental e 78% se sentem sobrecarregados no trabalho.

Mas isso não aconteceu por acaso. Nos últimos anos, o RH acumulou uma combinação inédita de responsabilidades, sem que as estruturas ou os recursos acompanhassem as mudanças na mesma velocidade. E não podemos nos esquecer que a pandemia de covid-19 acelerou esse cenário. 

O retorno ao presencial exigiu reconstrução, a transformação digital ampliou complexidades, a agenda de diversidade aprofundou conversas difíceis e a inteligência artificial trouxe novas pressões. No meio disso, o RH seguiu sendo demandado em meio a essa nova onda de turbulências.

Foram os times de pessoas que sustentaram a cultura organizacional, mediaram conflitos, acolheram inseguranças e, ao mesmo tempo, precisaram pensar estrategicamente o futuro do trabalho. Tudo isso operando com estruturas enxutas, tecnologia limitada e uma expectativa constante de alta performance.

A 3ª edição do Panorama da Saúde Emocional do RH traduz esse cenário com bastante precisão. Pela minha experiência, não se trata de um desgaste pontual, mas de uma sobrecarga que vai se acumulando ao longo do tempo. 

A dificuldade crescente de descanso mental, a sensação constante de urgência e a percepção de que sempre há mais uma demanda crítica à frente fazem parte do dia a dia de quem é responsável por sustentar o engajamento, o pertencimento e a segurança psicológica das equipes. 

Caminhos possíveis para o cuidado 

Por esse prisma, Janeiro Branco, portanto, deveria ser também sobre o RH. Se queremos promover saúde mental nas empresas, precisamos começar pelo lugar mais coerente possível: garantir que quem sustenta essa agenda tenha condições reais para cumprir este objetivo. 

Pela minha experiência, cuidar da saúde mental no trabalho passa por alguns fundamentos básicos, que nem sempre recebem a atenção necessária. Tempo, estrutura, ferramentas e apoio institucional fazem diferença. 

E para mim, em 2026 a atualização da NR-1, norma que exige a inclusão dos “riscos psicossociais” como parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas, deve ajudar a virar algumas chaves importantes quando o assunto é saúde mental. 

Claro que ela não resolverá todos os desafios de uma vez, especialmente neste primeiro momento, mas traz algo que considero essencial: linguagem, visibilidade e método. 

Ao estruturar a discussão sobre riscos psicossociais, a norma ajuda a tirar a saúde mental do campo da sensibilização e colocá-la, de forma mais concreta, no centro da gestão de saúde.

Quando a saúde mental entra nessa lógica, ela deixa de ser tratada como exceção. A NR-1 convida as empresas a olhar com mais atenção para a organização do trabalho, para fatores de risco, para carga, pressão e coerência de processos e, inevitavelmente, isso inclui o próprio RH. Vejo aí uma oportunidade relevante de alinhar intenção e estrutura, discurso e prática.

E sabemos que estar em linha com as exigências da norma ainda é um desafio. O Panorama da Saúde Emocional do RH mostra que apenas 5% dos RHs dizem que as empresas em que atuam estão totalmente preparadas para a implementação da NR-1, o que é um dado preocupante. 

Pensando em ajudar os RHs que estão caminhando para garantir a conformidade legal, a Flash vai realizar, no dia 3 de fevereiro, um webinar para falar sobre práticas para implementação da NR-1. Vou mediar uma conversa entre Sarita Vollnhofer, CHRO da Alice, e Miryam Mazieiro, psicóloga do trabalho no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo). Para participar, basta se inscrever na página oficial. Espero vocês lá! 

Desafio complexo, soluções diversas

Esse diagnóstico também nos ajuda a entender porque soluções únicas têm funcionado cada vez menos. As pessoas não adoecem da mesma forma e, consequentemente, também não encontram cuidado através das mesmas alternativas.

É nesse contexto que percebo os benefícios flexíveis ganhando um papel mais relevante. Não como tendência ou discurso moderno, mas como um instrumento concreto de cuidado. Ao devolver escolha e protagonismo às pessoas, ele ajuda o RH a sair da armadilha de buscar uma resposta única para problemas que são, por natureza, diversos.

Cuidar da saúde mental, para mim, passa menos por padronizar soluções e mais por criar condições para que cada pessoa encontre o que faz sentido na sua própria jornada.

Para mim, se há uma mensagem que fica neste Janeiro Branco é a de que não existe cuidado real sem corresponsabilidade. As empresas têm um papel fundamental, que precisa ser assumido com seriedade. Mas os indivíduos também precisam olhar para seus limites, reconhecer sinais de alerta, respeitar pausas e fazer escolhas possíveis dentro da própria realidade. 

Meu desejo para 2026 é que consigamos mover a conversa sobre saúde mental do lugar da reação para o da prevenção; do tabu para a transparência; do custo para o investimento; e da sobrecarga invisível para estruturas mais sustentáveis.

Porque, no fim do dia, não existe organização saudável sem pessoas saudáveis. E não existe engajamento sustentável sem condições reais para que quem cuida também seja cuidado.

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