Na manhã de um sábado de outubro, saímos do hotel, em Ilhéus, no sul da Bahia, rumo à Dengo Origem, experiência oferecida pela empresa, que fez parte da imersão Humanship Journey ESG, e levou os visitantes ao universo do cacau e da produção de chocolate da Dengo. Lá, conhecemos a fazenda de cacau da Dengo e, ao longo de três dias, tivemos trocas enriquecedoras com profissionais de RH e produtores locais de cacau. O dia, que prometia ser sobre o cacau e seus processos, acabou sendo sobre pessoas.
Fomos recebidos na Fazenda Condurú para realizar o tour “Experiência do Cacau ao Chocolate”. A Dengo trabalha com a cabruca, um sistema de plantio em que o cacau é cultivado sob a sombra das árvores nativas da Mata Atlântica, e que gera renda sem desmatar.
Ao longo do dia, pudemos ver o processo inteiro de produção do chocolate, desde o cacau no pé à fermentação e à degustação final — tentando adivinhar cada tipo de chocolate, o que foi bem mais difícil do que parece.
Maria Luiza Piovesan, head de Vendas - Grandes Contas na Flash | Foto: Gustavo Bergo
Também conhecemos os produtores rurais que sustentam essa cadeia. Muitos passaram anos sem ser valorizados e viram a vassoura-de-bruxa (doença causada por um fungo que ataca o cacaueiro e derruba a produtividade) destruir as plantações que eram a única fonte de renda da família.
Hoje, com a Dengo, eles veem o cacau fino que produzem ser valorizado. Ouvir como eles se reergueram e como hoje são pagos de forma justa, com um preço acima do mercado e incentivos para melhores práticas de cultivo, foi emocionante. É uma empresa valorizando a produção brasileira e mudando a vida de quem está na ponta.
Flash Humanidades esteve presente na Humanship Journey ESG em Ilhéus | Foto: Gustavo Bergo
No mesmo dia, Ana Clara Silva Pinto, head de pessoas e cultura da Dengo, contou como a marca nasceu e como cuidar de gente e de sustentabilidade não é um projeto paralelo: faz parte do negócio. Criada em 2017, a empresa carrega o propósito de transformar a cadeia do cacau brasileiro e valorizar os pequenos e médios produtores do sul da Bahia — além de carregar em seu nome uma palavra sem tradução, que atravessou o Atlântico, do continente africano até o solo brasileiro e em português, significa afeto, carinho, amor.
Ana Clara Silva Pinto, head de Pessoas e Cultura da Dengo | Foto: Gustavo Bergo
Chances podem transformar
Ao longo da imersão, Genesson Honorato, professor da Fundação Dom Cabral e embaixador do hub de inovação da cidade do Rio de Janeiro, que é natural de Ilhéus, contou como um olhar diferente de um líder de RH, que enxergou talento e autenticidade nele, mudou toda sua trajetória — e essa história nos fez lembrar por que trabalhamos com o que trabalhamos.
Genesson Honorato, professor da Fundação Dom Cabral e embaixador do hub de inovação da cidade do Rio de Janeiro | Foto: Gustavo Bergo
O recado para quem lidera foi direto: na hora de contratar, é preciso dar chances, porque muitas vezes disposição para fazer dar certo vale mais do que bagagem. Também é preciso dar valor às pequenas coisas, porque é delas que nascem as grandes viradas. Quantas vezes filtramos pelo currículo e deixamos passar alguém com muita vontade de fazer acontecer?
O que aprendemos sobre um negócio de sucesso com a Dengo
Os aprendizados ao conhecer as instalações da Dengo, em Ilhéus, tocaram em três pontos fundamentais: missão, conexão e oportunidade.
-
Missão
Com a visita à Dengo, ficou perceptível que é possível fazer negócios de forma sustentável e ter uma missão maior. Afinal, o resultado financeiro é o oxigênio da organização, mas ninguém nasceu só para respirar.
-
Conexão
Passamos três dias em Ilhéus com um grupo de executivos de RH de empresas como Alvarez & Marsal, Eureca e Sephora. A conexão com as pessoas do grupo — em conversas com outros gestores de RH sobre histórias, desafios e aprendizados — e, especialmente, com os pequenos produtores mostrou que valorizar os detalhes é o que abre um caminho diferente para quem trabalha. As conversas fora da sala de reunião são as que mais ficam.
Carolina Utimura, head de Vendas Enterprise e KAM (Key Account Manager) | Foto: Gustavo Bergo
-
Oportunidade
Com a história de Genesson, que teve a trajetória transformada por um líder de RH, aprendemos mais sobre oportunidade. O trabalho da Dengo com os produtores segue o mesmo princípio: quando alguém dá valor ao que o outro tem, abre-se um caminho diferente de trabalho.
Para o RH, a lição é clara: o olhar de quem avalia, contrata e desenvolve pode mudar a trajetória de uma pessoa. E toda a experiência nos inspirou a sermos ainda mais intencionais em relação à missão e propósito para o nosso trabalho na Flash e para o dia a dia do RH que ajudamos a servir.
Pessoas mudam negócios quando alguém decide apostar nelas. Seja o produtor de cacau, seja o profissional que ainda não tem a bagagem, mas tem vontade de sobra. Isso vale para a Dengo, para a Flash e para todas as empresas.
Continue navegando pelo Flash Humanidades:
Carolina Utimura é head de vendas enterprise e KAM (Key Account Manager), e Maria Luiza Piovesan é head de vendas - grandes contas




